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Haddad: Tarcísio diminuiu investimentos e queimou caixa; saímos de superávit para déficit

Estadão Conteúdo

O ex-ministro da Fazenda e candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, criticou nesta segunda-feira, 24, a gestão fiscal do atual governador e principal adversário na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes deste ano, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Conforme disse Haddad, a gestão de Tarcísio diminuiu investimentos ao mesmo tempo que "queimou caixa", fazendo com que o balanço do Estado saísse de superávit para déficit.

"Caiu de R$ 76 bilhões para R$ 74 bilhões o acumulado do investimento em quatro anos. O problema não é nem só esse, é que isso aconteceu simultaneamente a uma queima do caixa: e o que era superávit virou déficit corrente. Você teve uma perda de estoque de caixa, uma perda de fluxo e você teve uma queda do investimento", disse Haddad, citando matéria da Folha de S.Paulo desta segunda-feira, 24, com esse levantamento. Conforme apuração do jornal, Tarcísio recebeu o Estado com saldo líquido de R$ 19,5 bilhões, montante que caiu para R$ 5 bilhões no final de 2025.

"Ele Tarcísio não consegue explicar isso, porque ele vai falando de números, obras, que quando você soma não corresponde a narrativa do governador. Então ele precisaria dizer o que aconteceu com o dinheiro. Sumiu o dinheiro", afirmou Haddad.

As declarações foram feitas durante coletiva de imprensa na sede do comitê de campanha do petista, na região do Pacaembu, em São Paulo. Mais cedo, a campanha tinha agendado uma caminhada ao lado de lideranças em São Miguel Paulista, na Zona Leste da capital, mas Haddad cancelou sua participação. À noite, ele deve participar de um jantar com empresários do setor de infraestrutura.

Concessões

Na avaliação de Haddad, o Estado de São Paulo está "sem espaço" no Orçamento e por isso, se eleito, ele deverá rever todos os contratos de concessão assinados pela atual gestão. "Vamos ter de fazer um pente fino, rever contrato por contrato, cortando na carne, sem prejudicar o trabalhador, a sala de aula e o posto de saúde, mas cortando em custeio, cortando em luxo, em benefício", destacou.

Ao comentar sobre a concessão da Sabesp, Haddad disse que o contrato "tem falhas" e que a disparada de reclamações em relação à empresa no Procon mostra que o serviço foi precarizado após a privatização. "Penso que as agências reguladoras de São Paulo precisam ter uma ação mais proativa em relação às concessionárias, tanto de água, quanto de trens", declarou.

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