O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (26) que pretende pedir a cassação da chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito com 51,79% dos votos válidos. O parlamentar alega a ocorrência de supostos abusos eleitorais, mas não apresentou, nas declarações citadas, provas que sustentem as acusações.
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No domingo (25), após a divulgação do resultado, Flávio já havia sinalizado que buscaria a anulação da eleição. Em um vídeo publicado pela campanha, ele questionou uma decisão judicial que, segundo sua interpretação, teria alterado o horário de encerramento da votação. “O que aconteceu nesse domingo da eleição não foi normal, todo mundo viu”, declarou o senador. Ele também afirmou que o episódio precisa ser esclarecido e questionou os possíveis impactos da medida sobre o resultado.
Flávio ainda acusou o governo Lula de utilizar recursos públicos para influenciar os eleitores. “O Lula injetou quase meio trilhão de reais de dinheiro público para fazer a maior compra de votos da história das eleições no Brasil”, disse. A declaração não foi acompanhada, no material apresentado, de evidências que comprovem a acusação.
As manifestações do senador contrastam com uma declaração feita durante sabatina da TV Globo, em 16 de outubro, quando afirmou que respeitaria a decisão dos eleitores independentemente do resultado.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, declarou ter “absoluta segurança” no processo eleitoral. Flávio também afirmou ter sido intimado a entregar os passaportes e proibido de deixar o país por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Não foram fornecidos detalhes adicionais sobre a decisão judicial mencionada.

