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Deputados da Comissão de Saúde da Alepa orientam consumo de peixes que não causam Urina Preta

Medo da doença tem provocado queda no consumo de peixes e impactado nas atividades que trabalham com o alimento

Natália Mello

“A população pode continuar a comer peixe, sim”, afirmou a deputada Dra Heloísa, durante pronunciamento no plenário da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), nesta terça-feira (14). Ela, que é vice-presidente da Comissão de Saúde da Casa, e o deputado Jaques Neves, presidente da mesma Comissão, falaram sobre a reunião extraordinária convocada pelo colegiado nesta segunda-feira (13), quando foi solicitado à Secretaria de Estado de Saúde Publica (Sespa) e órgãos competentes do assunto, como Adepará, Vigilância Sanitária e Secretaria de Agricultura e Pesca (Sedap), uma nota técnica para tranquilizar a população.

“Solicitamos que a Sespa emitisse essa nota o mais rápido possível, para hoje, para esclarecimento de informações de médicos, profissionais da saúde, prefeitos, vigilância sanitária, porque estamos diante de uma doença que afeta a saúde e a economia, e a gente precisa saber com exatidão as espécies envolvidas para não causar prejuízo ao consumo de uma carne saudável que é a do peixe, e à economia, porque o estado é produtor de pescado”, ressaltou o deputado Jaques Neves.

O parlamentar afirma que a reunião convocatória ratifica a necessidade de fiscalizar as políticas públicas por parte do Poder Legislativo, e ainda para tranquilizar a população, que vem de uma pandemia de COVID-19, mas que precisa ser informada sobre a não gravidade, a princípio, quanto ao número de casos da Síndrome de Haff no Pará, que ainda possui somente seis casos suspeitos, sendo que um veio a óbito. 

“A população está com traumas da COVID-19, mas a doença da urina preta é antiga, foi notificada a primeira vez há 100 anos, e é fácil de diagnosticar e tratar. Causa dor e fraqueza muscular, e a coloração escura da urina, mas o tratamento é facil, basta muita ingestão de água e soro caseiro. Vale lembrar que a doença tem uma letalidade muito baixa”, reforçou o deputado. 

Na reunião, foi reforçado que a Adepará garantiu que peixes criados em cativeiro estão fora de riscos de transmitir a doença e a literatura apontaria ainda que peixes de água salgada também não apresentam riscos de contaminação da Síndrome de Haff.

A deputada Dra Heloísa pontuou a possibilidade da toxina que causa a doença estar ligada às cheias na região do Amazonas, e que o mais importante no momento é observar a forma de condicionamento dos peixes.

“Não devemos decretar no Estado qualquer situação de alerta. É preciso observar as condições sanitárias, mas não significa que devamos parar de comer peixe, apenas evitar as espécies indicadas”, finalizou Dra Heloísa.

Presidente da Comissão de Pesca e Aquicultura do Pará da Alepa, deputado Orlando Lobato, diz que há muita especulação sobre o assunto e é preciso estar vigilante, para não causar caos e prejuízos econômicos aos pescadores.

“Tem sido muito distorcida a apresentação da doença. Não podemos deixar que pescadores sejam prejudicados por notícias que mintam sobre a gravidade da doença. Não há comprovação científica ainda da transmissão da doença por essas espécies, estamos em especulação”, ressaltou.

Política
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