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Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro vão às ruas de Belém defender voto impresso

Vários manifestantes percorreram o trajeto da Escadinha do Cais do Porto até a Doca

O Liberal / Elisa Vaz

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro foram às ruas de Belém, na manhã deste domingo (1º), para defender o voto impresso nas próximas eleições. A concentração do grupo foi às 8h, na Escadinha do Cais do Porto, na Estação das Docas, e, de lá, por volta das 9h, os manifestantes seguiram pela avenida Presidente Vargas até a Praça da República, onde pararam para cantar o Hino Nacional. Após esse momento, seguiram pela avenida Nazaré até a travessa Quintino Bocaiúva, passaram pela rua Boaventura da Silva e encerraram o ato na avenida Visconde de Souza Franco, a Doca, por volta do meio dia. Alguns estavam a pé, outros de carro, moto ou bicicleta.

Os organizadores do evento e a Polícia Militar não deram uma estimativa do público presente, porém, em determinado momento da manifestação, foi falada uma média de 20 mil pessoas. A mobilização, organizada por movimentos da direita, também contou com a participação de políticos, entre eles o deputado federal Éder Mauro (PSD), o deputado estadual Delegado Caveira (PP) e o delegado federal Everaldo Eguchi (Patriota), que ficou em segundo lugar nas últimas eleições para a Prefeitura de Belém. Os três políticos foram convidados ao evento, mas não participaram da organização.

"Amarela, azul e branca, essa é a cor da nossa bandeira. Esse povo do açaí, do tacacá, do tucupi, não pode deixar que a bandalheira volte, que as nossas crianças aprendam apologia ao sexo com 6 anos de idade. Isso é destruição da família, não podemos deixar que isso aconteça. Se deixarmos eles roubarem a eleição ano que vem vamos ver o retorno de tudo isso", declarou o deputado Éder Mauro. "Se não formos às ruas, vão fazer sacanagem nas eleições do ano que vem. Todos os deputados querem uma urna mais segura, queremos que seja conferido, eles querem roubalheira. Só tem um jeito: todos na rua. Vamos mostrar para esse povo que o bem é maior, queremos segurança, que nossas crianças tenham a inocência", completou o parlamentar.

Delegado Caveira também discursou em defesa do voto impresso. "Brasil acima de tudo, voto impresso já, para garantir a lisura da democracia e do voto popular, para que seja cumprida a Constituição. Tem pessoas que já sabem o que está acontecendo, só o voto impresso vai garantir a segurança das eleições de 2022. Esperamos que os deputados federais e os senadores votem a favor da PEC, para garantir o futuro dos nossos filhos. Não vamos admitir essa corrupção endêmica. O Judiciário é falho", disse.

Já o ex-candidato a prefeito de Belém Eguchi declarou, no trio elétrico, que é "vítima" do sistema, por conta da operação da Polícia Federal da qual é alvo, em que foi apreendida uma quantia em dinheiro na sua residência. "Estou pagando um preço muito alto por lutar contra esse sistema, que luta para nos calar, mas não vai conseguir. Unidos vamos derrubar a esquerda. Essa multidão patriota é prova disso. Somos a favor do voto impresso", destacou.

A apoiadora Ruth Helena, de 55 anos, que é autônoma, foi até o ato para mostrar seu apoio a esta pauta. Na opinião da eleitora, houve fraude em várias eleições, embora não haja comprovação, inclusive no pleito que elegeu Bolsonaro em 2018. Ruth acredita que o presidente deveria ter sido eleito ainda no primeiro turno e que, caso fosse ao segundo, a margem deveria ter sido maior. Matheus Teixeira, apoiador e integrante da equipe de organização, concorda. Por isso, ele é favor do voto impresso, para que haja mais transparência. A ideia é que, em caso de acusação de fraude no sistema eletrônico, os votos em papel possam ser apurados manualmente.

Já o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável pela organização das votações brasileiras, refuta as acusações de vulnerabilidade do sistema eletrônico, garantindo que utiliza o que há de mais moderno em tecnologia para que haja integridade, confiabilidade, transparência e autenticidade do processo eleitoral. De acordo com o órgão, a votação eletrônica no Brasil conta com uma série de barreiras contra as fraudes: é off-line, o que impossibilita a invasão por hackers; é lacrada, de modo a impedir a inserção de algum dispositivo estranho; eventualmente, especialistas em computação e instituições da área de tecnologia são chamados para tentar fraudar a urna eletrônica; os eleitores são identificados por meio da impressão digital; os votos dados pelos eleitores são embaralhados pelo sistema; entre outros.

O tema está no Congresso Nacional. Em maio, a Câmara dos Deputados criou uma comissão especial para estudar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que institui o mesmo modelo de voto impresso pregado pelo presidente da República. Ela está em tramitação na Casa.

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