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Suspeito de assaltar joalherias usando uniformes falsos de policiais é preso em Belém

O investigado teria participação em dois roubos a lojas de joias na capital paraense no mês de abril

O Liberal
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Um homem identificado como Adilson Lopes Cascaes Neto foi preso preventivamente na sexta-feira (28), em Belém, suspeito de participação em dois assaltos a joalherias registrados em abril deste ano na capital paraense. Segundo a Polícia Civil, ele é apontado como um dos principais executores dos crimes e foi o sétimo investigado identificado e preso durante as investigações.

A ação foi realizada em cumprimento a mandado de prisão preventiva. Agentes da Divisão de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) abordaram o suspeito quando ele saía da residência da sogra, no bairro de São Brás. Conforme a PC, equipes já realizavam diligências para localizar Adilson. Durante a ação, os policiais também apreenderam um carro que estava com o suspeito. De acordo com as investigações, o veículo teria sido utilizado em um dos assaltos e deverá passar por perícia.

A PC informou que os dois roubos teriam sido praticados pela mesma organização criminosa. A investigação apontou que os suspeitos utilizaram uniformes e elementos visuais semelhantes aos empregados pelas polícias Civil e Militar para facilitar a entrada nos estabelecimentos, reduzir a desconfiança das vítimas, além de dificultar uma possível reação durante as ações criminosas.

Conforme as investigações, os crimes mobilizaram equipes da DRFR devido à complexidade das ações e à estratégia utilizada pelo grupo. As diligências realizadas ao longo da investigação também resultaram em prisões de suspeitos em outros estados.

Após ser preso, o suspeito foi conduzido à delegacia para os procedimentos cabíveis e deverá ser encaminhado ao sistema penitenciário, onde ficará à disposição da Justiça. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer completamente a atuação da organização criminosa nos dois crimes.

Assaltos

O primeiro crime ocorreu na tarde de 1º de abril, em uma joalheria localizada em um shopping na Travessa Padre Eutíquio, no bairro Batista Campos. A ação provocou correria e assustou clientes e funcionários que estavam no empreendimento. Segundo as investigações, um dos envolvidos teria entrado no estabelecimento se passando por soldado da Polícia Militar. Após anunciar o assalto, o suspeito conseguiu fugir.

Na época, testemunhas relataram que o crime ocorreu por volta das 15h, no segundo piso do shopping. O alarme da loja teria disparado durante a ação, provocando intensa movimentação e fazendo com que clientes deixassem o local às pressas.

O segundo assalto foi registrado 22 dias depois, na tarde de 22 de abril, em uma joalheria localizada em um edifício na rua Conselheiro João Alfredo, no bairro do Comércio, área central de Belém.

Nesse caso, imagens de câmeras de segurança registraram a chegada de quatro pessoas ao prédio, usando roupas semelhantes a uniformes da Polícia Civil. Três dos suspeitos estavam com os rostos cobertos por balaclavas, enquanto uma mulher aparecia sem cobrir o rosto. As imagens também mostraram uma mulher armada conduzindo um homem com as mãos amarradas pelo interior do edifício. Outros integrantes do grupo apareciam carregando bolsas durante a ação.

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