O cantor MC Poze do Rodo se pronunciou nesta quinta-feira (29) após ser denunciado por estupro e ameaça por uma adolescente de 16 anos. Em publicação nas redes sociais, o artista negou as acusações e afirmou que a jovem teria dito que era maior de idade.
O caso está sendo investigado pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), da Polícia Civil do Rio de Janeiro.
“Não ia falar sobre isso porque já está explicado. Veio falando que era de maior, se é de maior, pode ficar e tem tratamento VIP. Continuamos conversando depois disso, mas bloqueei ela porque falou umas besteiras para mim. Bloqueei e agora se juntaram para fazer essa fake news. Vai trabalhar!", disse Poze.
"Não vou me prolongar, assunto feio. A verdade não pode ser dita aqui e vai ser resolvido na Justiça", completou.
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Entenda o caso
A denúncia foi registrada na quarta-feira (28), mas o episódio teria ocorrido em 26 de setembro, por volta das 22h, na residência do cantor, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.
De acordo com o relato da adolescente à polícia, ela teria sido convidada por uma amiga para ir a uma festa na casa do artista. Na ocasião, afirmou ter consumido bebidas alcoólicas e drogas, entre elas o chamado “Black Lança”, uma variação clandestina do lança-perfume.
Segundo a denúncia, a jovem não estaria plenamente consciente quando foi para um quarto com o cantor. Ela relatou que informou a Poze que só aceitaria manter relações sexuais com o uso de preservativo. No entanto, conforme a versão apresentada à polícia, ele teria se recusado a usar camisinha e dado continuidade ao ato sexual.
Ainda segundo o registro policial, dois dias depois, a adolescente teria sido coagida a voltar à residência do cantor. No local, Poze teria ficado com o celular dela e a obrigado a ingerir medicamentos que teria comprado.
A jovem também relatou ter sido ameaçada pelo artista. De acordo com a denúncia, ele teria afirmado que, caso ela se recusasse a tomar os remédios, pediria a um dos amigos que a fizesse “desaparecer”.
A advogada criminalista Daiana Andrade, que representa a adolescente, afirmou que o caso envolve suspeitas de estupro, ameaça e fornecimento de substâncias a uma menor de idade. Segundo a defesa, a jovem relatou ter tido o consentimento violado, recebido ameaças e sido coagida a ingerir medicamentos.
As acusações ainda serão apuradas pelas autoridades.

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