Incêndio em imóvel da Terra Firme mata três cães e um papagaio
Fogo começou durante a madrugada e atingiu imóvel onde proprietário, esposa e sogra dormiam; moradores ajudaram no combate às chamas
O incêndio registrado na madrugada desta segunda-feira (14), na passagem Gabriel Pimenta, no bairro da Terra Firme, em Belém, resultou na morte de três cachorros e um papagaio. O fogo foi controlado, mas, pela manhã, ainda havia fumaça no local. O fogo foi visto por volta de 1 hora da madrugada. O proprietário da padaria mora na parte superior do imóvel. Ele não se machucou, mas precisou de atendimento médico.
A moradora Jucelys de Almeida, que reside em frente ao local, disse que o incêndio começou de forma rápida e assustou os moradores durante a madrugada. “Foi muito rápido. A gente estava dormindo. Meu esposo tinha acordado antes, mas não sentiu o cheiro da fumaça”, contou. “Começaram os gritos dos vizinhos, batendo na parede para acordar ele (o dono da padaria), para ver se ele estava em casa. Quando começou, saiu todo mundo para a rua”, afirmou. Segundo Jucelys, o fogo começou "pequeno", mas aumentou rapidamente.
“É alvenaria embaixo e madeira em cima”, contou. “1h15 da madrugada foi o desespero total”, afirmou. Há informações de que o fogo pode ter começado na fiação. “Eles dizem que foi fiação. Não foi provocado, não foi nada. É uma padaria. Eles acham que aqueceu alguma coisa lá dentro. Tem muita coisa inflamável lá dentro”, afirmou.
O proprietário da padaria não se feriu, mas, segundo as informações repassadas no local, três cachorros e um papagaio criados pela sogra do dono morreram no incêndio. “Foi muito triste a situação. Tem pessoas que trabalham com ele, dependem do trabalho dele”, completou Jucelys. “Reconstruir as coisas é muito difícil. Passa anos para tentar construir e vem uma tragédia muito grande”, afirmou Jucelys.
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Ajuda dos moradores
A moradora também agradeceu aos moradores que, usando baldes, tentaram apagar as chamas, mas não conseguiram controlar o incêndio. Às 9h46, o fogo havia sido controlado. Abalado, o dono da padaria, Frank Damasceno, conhecido como seu Frank, foi levado para receber atendimento médico. Ele mantinha a padaria havia 30 anos. Às 9h42, dois bombeiros chegaram ao local para realizar a perícia. Naquele horário, o fogo já estava controlado.
Naira Souza, que também reside em frente ao local do incêndio, contou que percebeu a situação por volta de 1h30 da madrugada, após ouvir uma buzina. “Era por volta mais ou menos de 1h30 da madrugada, quando a gente ouviu alguém buzinar muito forte, sem parar. E aí a gente saiu para ver o que era e aí o fogo já estava muito forte ali por aquela saída ali. E aí a gente começou a juntar os baldes, os moradores começaram a pedir ajuda para ir jogando água e a gente começou a chamar eles. Como eles moram na parte de cima, o retorno deles foi bem lento, mas aí a gente continuou", contou.
Ainda segundo Naira, outros moradores também ajudaram no combate inicial às chamas: “Os meninos dali se aproximaram, começaram a ajudar também. E aí, como viram que ninguém respondia, os meninos arrombaram a porta daqui de acesso à padaria, porque a gente ficou com medo que acontecesse alguma coisa com eles lá em cima". Ela disse que, quando a porta foi aberta, o fogo já havia tomado praticamente toda a parte de trás da padaria. “E aí, quando conseguiram abrir a porta, o fogo já tinha tomado praticamente toda a parte de trás da padaria. E aí pegou muito rápido para cá, porque essa parte de trás era garagem aqui e era madeira. Então, se alastrou muito rápido", afirmou Naira.
Ela também afirmou que a existência de madeira utilizada no funcionamento da padaria pode ter contribuído para a propagação das chamas. “Como aqui é uma padaria, ele tem madeira para queimar no fogo à lenha. Então, isso acabou, também acredito eu, que ajudando a propagar o fogo de uma maneira mais rápida", observou.
Fogo começou na parte de baixo
Naira explicou ainda que os moradores perceberam as chamas por uma janela localizada na parte inferior do imóvel. “Saía muita fumaça por aí, aí tentaram quebrar, tentaram puxar, mas não deu no momento. Então, estavam jogando água por aí", disse. Sobre a dinâmica do incêndio, Naira afirmou que o fogo começou na parte inferior da padaria e depois subiu: “Subiu. Começou por aí e foi subindo".
Ela contou que os moradores conseguiram ajudar na saída das pessoas que estavam na parte superior do imóvel. “Quando a gente conseguiu arrombar aqui, o dono já vinha descendo. E, se eu não me engano, o vizinho daqui do lado tem o telefone dela. Então, ele ligou para avisar que tava pegando fogo. Porque, como eles moram lá para cima, fica muito distante, a gente chama daqui e eles não ouvem. E aí ele já vinha descendo aqui, a gente ainda tentou usar o extintor de incêndio, só que o fogo já tava muito grande, não adiantou", detalhou.
Segundo ela, quando as chamas chegaram à parte de madeira, os moradores tiveram pouco tempo para retirar os pertences e deixar o imóvel. “Quando passou para cá que pegou a parte da madeira que o fogo alastrou, foi só o tempo de pegar as coisas e sair", disse. Ao todo, três pessoas estavam na parte superior do imóvel no momento do incêndio: o proprietário da padaria, a esposa e a sogra. Pela manhã, a Equatorial trabalhava na fiação elétrica, pois a energia da rua foi cortada, enquanto a passagem foi isolada pela Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade (Segbel).
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