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CRIME

Dupla é condenada por matar professora que negou senha de Wi-Fi no Pará

Ivane da Silva Sousa e Manoel Edilson Flávio da Silva foram sentenciados a 25 anos cada um

O Liberal

3 de outubro de 2026 às 11:28

Clebiana Silva foi morta por não compartilhar a senha da internet com vizinhos.

Clebiana Silva foi morta por não compartilhar a senha da internet com vizinhos. ( Foto: Reprodução / Redes sociais )

Dois réus foram condenados, cada um a 25 anos de prisão, pela morte da professora Clebiana Correa Silva, de 41 anos, assassinada após um desentendimento relacionado à senha de uma rede Wi-Fi, em Conceição do Araguaia, no sul do Pará. Ivane da Silva Sousa e Manoel Edilson Flávio da Silva foram considerados culpados pelo homicídio qualificado praticado contra a vizinha. O crime ocorreu em 23 de junho de 2024, no bairro Vila Cruzeiro.

A decisão foi proferida na sexta-feira (25/9) pelo Tribunal do Júri da Comarca do município e divulgada no dia 1º de outubro pelo Ministério Público do Pará. Segundo a acusação acolhida pelos jurados, Ivane e Manoel mataram Clebiana depois que ela se recusou a compartilhar a senha da internet.

Conforme demonstrado no processo, os dois acusados já haviam agredido e ameaçado a professora na manhã do mesmo dia. Depois do primeiro episódio, Clebiana procurou a autoridade policial e registrou um boletim de ocorrência.

Na tarde daquele mesmo dia, ao retornar para casa, a professora foi novamente abordada pelos acusados. Segundo a investigação apresentada no processo, Manoel imobilizou a vítima enquanto Ivane desferiu um golpe de faca na região do tórax. Clebiana não resistiu aos ferimentos e morreu.

Após o ataque contra a professora, os dois réus também teriam investido contra o marido dela, Fábio Carvalho dos Santos, utilizando facas. Ele conseguiu se esquivar dos golpes e não foi atingido, também em razão da intervenção de moradores que o defenderam.

Durante a sessão do Tribunal do Júri, a promotora de Justiça Maria Andrea Pinheiro sustentou a acusação nos termos das decisões de pronúncia. A atuação ocorreu em conjunto com o assistente de acusação, o advogado Willian da Silva Brito. Ao final dos debates, os jurados reconheceram a materialidade e a autoria do homicídio e acolheram as qualificadoras de motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Cada réu foi condenado a 25 anos de reclusão, com início do cumprimento da pena em regime fechado. A Justiça também determinou a manutenção das prisões e a execução provisória das penas. Ivane da Silva Sousa permanece na Unidade de Custódia e Reinserção Feminina de Marabá (UCRF), enquanto Manoel Edilson Flávio da Silva está custodiado na Unidade de Custódia e Reinserção de Redenção (UCR).