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Dayse Diniz: jovem que estava desaparecida é encontrada morta em Santarém; polícia prende suspeito

De acordo com a Polícia Civil, o principal suspeito de cometer o crime já foi condenado por um homicídio em Uruará e também é suspeito de participar de assalto em Santarém

O Liberal
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O corpo de Dayse Diniz, de 25 anos, foi encontrado nesta quarta-feira (29/7) em um ramal que fica próximo de uma chácara na região do Eixo Forte, em Santarém, oeste do Pará. Ela desapareceu na última sexta (24/7), no mesmo município. De acordo com a Polícia Civil, o principal suspeito de cometer o crime, João Pedro Pereira dos Santos, foi preso.

Ainda conforme a PC, João — que possui condenação por um homicídio em Uruará — confessou o crime. Ele também é suspeito de participação em um assalto na cidade. O preso segue à disposição da Justiça.

Conforme o portal O Impacto, João, durante depoimento, confessou a autoria do crime e onde estava o corpo. Durante as buscas, o cadáver da jovem foi localizado em uma área de mata já em avançado estado de decomposição. As circunstâncias da morte ainda serão esclarecidas pela investigação.

Última imagens

Imagens de câmeras de segurança obtidas pela família registraram os últimos momentos em que a jovem foi vista, antes de sumir. As primeiras gravações mostram Dayse na saída de um bar localizado no bairro Nova República. Nas imagens, ela aparece usando um vestido longo, de cor clara — aparentemente branco ou amarelo — enquanto conversa com alguns homens na porta do estabelecimento. O registro, no entanto, não permite identificar se ela deixou o local na companhia dessas pessoas ou se seguiu outro destino.

Em outro trecho das imagens, a jovem já aparece na garupa de uma motocicleta, acompanhada por um homem. É possível perceber que o vestido está um pouco levantado na altura das pernas, dando a entender que ela poderia estar ferida na altura do joelho.

Homicídio em Uruará

Em 2019, João Pedro foi apontado pela polícia por suspeita de assassinar a facadas uma mulher identificada como Naiara Lima dos Santos. Conforme as autoridades, no dia 5 de novembro daquele ano, a vítima chegou sozinha na inauguração de um bar, onde já estava João e a companheira dele. Ele deixou o local, junto com a namorada, para ir dormir em casa.

Porém, por volta de 00h de 6 de novembro, os policiais constataram que ele havia se encontrado com Naiara para matá-la. A companheira do suspeito relatou à Polícia Civil que, na época, viu João retornar ao imóvel com o braço direito sujo de sangue. Ela então perguntou ao suspeito o que havia acontecido.

Ainda segundo os autos do processo criminal, João confessou ter matado Naiara a facadas e que, por ela estar lhe devendo R$ 50 e ser “cagueta”, merecia morrer. Ele foi preso dois dias após o crime, no dia 7 de novembro de 2019.

Em 11 de maio de 2023, ele foi julgado pela morte de Naiara e condenado a 16 anos e seis meses de reclusão pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil, sem o direito de recorrer da decisão em liberdade. Ainda em 2023, a desembargadora Eva do Amaral Coelho diminuiu a pena para 14 anos, cinco meses e oito dias de reclusão.

A matéria está em atualização. 

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