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'Chiclete com sonífero': polícia investiga casos registrados na Grande Belém

A polícia disse nesta sexta-feira (12) ao Grupo Liberal, ter recebido os registros e que as apurações estão em andamento para identificar os suspeitos

Saul Anjos

A Polícia Civil informou, nesta sexta-feira (12) ao Grupo Liberal, que está investigando os casos de golpe do "chiclete com sonífero" na Grande Belém. Ao menos quatro ocorrências foram divulgadas desde quinta-feira (10). A polícia disse ter recebido os registros e ressaltou que as apurações estão em andamento. Além disso, a PC também comentou que ouvirá testemunhas para tentar identificar os suspeitos envolvidos no crime.

Em nota, o órgão informou que "recebeu registros e que os casos estão sendo investigados. Diligências estão sendo feitas para ouvir testemunhas e colher outros elementos que possibilitem identificar as pessoas envolvidas nos crimes. Informações que auxiliem nas investigações podem ser repassados pelo disque denúncia, 181. O sigilo é garantido”.

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Novas vítimas denunciaram o crime

Após matéria publicada pelo OLiberal.com sobre as duas primeiras vítimas do golpe, mais dois casos chegaram ao conhecimento da reportagem. A terceira ocorrência envolve uma idosa de 65 anos, moradora de Ananindeua. Ela registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia Civil do Julia Seffer, localizada no bairro de Águas Lindas, no mesmo município.

No documento, a idosa relatou que, no dia 1º de julho, estava no Ver-O-Peso e pegou um ônibus na praça do Relógio. “Neste momento, uma mulher com características forte, altura mediana, cabelos castanhos claros, e que se vestia igual um homem, entrou no mesmo ônibus”, consta no boletim de ocorrência.

Ainda segundo o registro, a suspeita teria sentado ao lado da idosa, com quem começou a puxar assunto. Momentos depois, ofereceu uma bala para a idosa, que aceitou. Já na BR-316, a suspeita ofereceu um segundo doce para a vítima, que novamente aceitou.  Ao chegar na parada de ônibus da praça 2 de Junho, no bairro de Águas Brancas, em Ananindeua, já se sentindo mal, a idosa teria descido do ônibus. A desconhecida teria se oferecido para prestar ajuda, alegando que também desceria ali para apanhar um outro coletivo.

Idosa de 77 anos foi a primeira a denunciar

A primeira a denunciar o crime ao Grupo Liberal foi uma idosa de 77 anos, que alega ter sido dopada e assaltada dentro de um ônibus em Belém, após aceitar de uma passageira um chiclete que supostamente estava com sonífero. A vítima, que terá a identidade preservada pela reportagem, relatou à reportagem que o caso aconteceu há uma semana, depois que ela entrou em um ônibus que vai do centro da capital até o município de Marituba.

Durante o percurso, já com sinais de sonolência, ela teria sido assaltada pela mulher que lhe ofereceu a goma de mascar. Por conta do estado letárgico, a idosa ainda acabou machucando a testa no momento em que o ônibus fez uma curva. A reportagem também teve acesso ao boletim de ocorrência registrado sobre o caso.

Segundo idosa, ela ia para casa quando pegou o ônibus, por volta de 12h15, no Complexo do Ver-o-Peso. A vítima se sentou em uma cadeira próxima da janela do ônibus e uma mulher se aproximou para conversar.

Polícia
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