Católicos encerram festividade a São Jorge na Marambaia nesta quinta-feira (23)
Celebração terá missas em vários horários, festividades com comidas regionais e procissão a partir das 18h, pelas ruas do bairro
A comunidade católica da Paróquia de São Jorge na Marambaia encerra nesta quinta-feira (23) a festividade em homenagem ao Santo Guerreiro. Durante o dia várias missas serão celebradas na paróquia às 7h, 10h, 12h, 15h e 17h. E a partir das 18h, ocorrerá a tradicional procissão de aproximadamente 2 Km pelas ruas do bairro. A expectativa é que o último dia de festejo reúna aproximadamente duas mil pessoas na Igreja localizada na Avenida Dalva, nº 445.
“São Jorge entra no imaginário popular como um exemplo de coragem, determinação, firmeza na fé, inclusive quando questionado pelo próprio imperador que queria obrigar São Jorge de prestar culto a ele, imperador, do que ao Deus que ele falava que era Jesus Cristo, ele disse só tenho um Senhor, meu Senhor Jesus Cristo. Então, essa coragem e determinação é uma coisa que impacta as pessoas”, explicou o pároco de São Jorge, padre Raimundo Ribeiro.
O culto à São Jorge por praticantes de religiões de matrizes africanas aumenta a quantidade de pessoas que participam na igreja. A igreja estará aberta para todas as pessoas que quiserem participar da festividade. “Aquela imagem de São Jorge no cavalo com a lança na mão, a lembrança de que ele derrotou o dragão, tudo isso cria no imaginário do povo de que São Jorge é o forte, porque tem a força de Cristo na sua vida e nos defende de todos os males”, complementa padre Raimundo.
As pessoas devotadas de São Jorge encontram no santo a força para superar enfermidades e retornarem para a fé, quando se afastam. A jovem estudante Geanne Batista, de 15 anos, moradora do bairro da Marambaia, conta ter superado uma depressão e a perda de uma pessoa muito próxima graças a fé em São Jorge. Atualmente, Geanna integra o grupo de jovens da Igreja de São Jorge e a guarda de São Jorge.
“Eu tenho ele como o maior santo de devoção, porque ele me ajudou em um momento muito difícil de depressão e ansiedade da minha vida. No momento em que vivia afastada de Cristo e da Igreja eu pedir forças para ele, porque ele não é apenas um símbolo de proteção, ele defendeu aqueles que foram cristãos, aqueles que acreditaram em Cristo”, afirma.
A secretária escolar Eliza Karla de Araújo, 28 anos, também diz ter sentido a força do Santo Guerreiro natural da Capadócia, quando enfrentou uma doença e as orações da comunidade lhe ajudaram a enfrentar aquele momento.
“Como todos falam São Jorge vai chegando na nossa vida. A gente não escolhe o santo, ele vai chegando na nossa vida. No meu caso, São Jorge veio chegando no momento de muitos desafios da minha vida. Eu sempre frequentei a igreja, mas precisei me afastar por problemas de saúde, mas neste afastamento nunca abandonei. São Jorge para mim foi o acolhimento de guerra espiritual e guerra física. Ao mesmo tempo, ele representa essa guerra de desafios, de perseverança, de fé, ele move o mundo para todas as religiões, não só os católicos. Após Deus, ele e Nossa Senhora representam isso”, enfatizou.
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