Caso Giovanna: Laudo revela morte de jovem por choque hemorrágico com sangramento
Documento foi divulgado nesta segunda-feira (31)
O laudo oficial de necropsia da empresária Giovanna Coelho Gomes, de 29 anos, aponta que a morte foi causada por choque hemorrágico associado a uma síndrome compartimental abdominal. O documento, elaborado pelo Instituto Médico Legal (IML), passou a integrar formalmente os autos da investigação e foi obtido pela reportagem de O Liberal nesta segunda-feira (31).
Segundo o laudo, a causa da morte foi um choque circulatório irreversível, decorrente da associação de dois fatores principais no período pós-cirúrgico. O primeiro foi um choque hemorrágico provocado por uma grave hemorragia pós-operatória nos planos teciduais da parede abdominal. O exame identificou a presença de coágulos e hematomas na região.
O segundo fator apontado foi a síndrome compartimental abdominal, caracterizada pelo aumento crítico da pressão dentro da cavidade abdominal. Conforme o documento, houve edema traumático, além de acúmulo de sangue e hematomas na região.
Família diz que laudo confirma suspeitas
Primo de Giovanna, o empresário Francisco Wanderley Souza Nery Júnior afirmou que a família recebeu o laudo nesta segunda-feira e que o resultado era esperado diante das informações que já haviam sido analisadas pelos familiares.
Para Francisco, o laudo representa uma prova documental que reforça as suspeitas levantadas pela família desde o início da investigação. Ele afirma que os familiares pretendem continuar cobrando a responsabilização de todos os envolvidos que eventualmente tenham cometido irregularidades. “A gente quer que todos os envolvidos assumam a sua responsabilidade. (...) A gente quer que todos os envolvidos que têm as suas culpas comprovadas sejam punidos”, afirmou.
O empresário também criticou o que considera falta de acompanhamento médico após a cirurgia. Segundo ele, o profissional responsável pelo procedimento, o cirurgião plástico André Melo, não teria acompanhado Giovanna no período posterior à operação. “É inadmissível você pagar um procedimento médico e não ter um pós-operatório, e não ter um acompanhamento depois da sua cirurgia”, declarou.
Francisco também destacou que a cirurgia fazia parte de um sonho de Giovanna e que, segundo a família, ela havia trabalhado para conseguir realizar o procedimento. “Foi um sonho dela. A Giovana trabalhou muito para conquistar esse sonho dela, que virou pesadelo”, afirmou.
Para o primo, a morte da empresária poderia ter sido evitada caso ela tivesse recebido o acompanhamento médico que, segundo a família, seria necessário no período pós-operatório. “Foi uma vida que se perdeu. Uma vida de uma jovem que estava lá em busca de um sonho. De ficar mais bonita”, disse Francisco.
A reportagem do Grupo Liberal tenta contato com a defesa do médico André Melo, para ouvir a sua versão sobre os fatos. O espaço segue aberto.
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