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Vacinação para pets: quando e como vacinar cães e gatos?

O acompanhamento de um médico-veterinário é fundamental para definir o protocolo mais adequado.

Gabrielle Borges
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Manter a vacinação dos pets em dia é um dos principais cuidados para preservar a saúde e o bem-estar de cães e gatos. Além de ajudar a prevenir doenças graves, a imunização também reduz o risco de enfermidades que podem ser transmitidas dos animais para os seres humanos.

Mas quando começar a vacinar um cachorro ou gato? E quais vacinas são necessárias ao longo da vida?  Neste guia, montando pelo OLiberal.com, veja como funciona a vacinação de cães e gatos, quais são os principais cuidados e por que manter as doses de reforço em dia é importante em todas as fases da vida do pet.

Há idade para vacinar?

A vacinação também faz parte da rotina de cuidados e deve ser acompanhada desde os primeiros meses de vida. Ao nascer, os filhotes recebem anticorpos maternos durante a gestação e, principalmente, por meio da amamentação. Essa proteção, no entanto, é temporária e diminui com o passar do tempo.

É nesse período que a vacinação ganha importância. As primeiras doses ajudam a estimular o sistema imunológico do animal e a protegê-lo contra doenças que podem ser graves e até fatais.

O início e a sequência das vacinas devem seguir a avaliação de um médico-veterinário, que considera fatores como idade, histórico de saúde e rotina do pet. Animais que têm contato frequente com outros cães ou gatos, por exemplo, podem estar mais expostos a determinados agentes infecciosos.

Vacinas precisam de reforço?

A proteção proporcionada pelas vacinas não é necessariamente permanente. Por isso, cães e gatos precisam receber doses de reforço de acordo com o protocolo definido pelo veterinário.

Manter o calendário de vacinação atualizado é importante para preservar a resposta imunológica do animal ao longo dos anos. A periodicidade das aplicações pode variar conforme a vacina utilizada, a idade e as características de cada pet.

Por isso, não é recomendado interromper a vacinação apenas porque o animal já é adulto. O acompanhamento veterinário permite avaliar quais doses continuam necessárias e quando devem ser aplicadas.

Vacinas essenciais para cães

Manter a vacinação do cachorro em dia é fundamental para prevenir doenças e proteger a saúde do animal. O protocolo pode variar conforme a idade, a rotina e as condições de saúde do pet, por isso a orientação de um médico-veterinário é indispensável.

Vacina múltipla

Entre as principais vacinas para cães estão as versões V7, V8 e V10. Elas ajudam a proteger contra doenças como:

  • cinomose;
  • parvovirose;
  • adenovírus;
  • parainfluenza;
  • leptospirose.

As formulações possuem diferenças na proteção oferecida, e a escolha deve ser feita pelo veterinário de acordo com as necessidades de cada animal. A vacinação começa ainda na fase de filhote, seguindo um calendário de doses e reforços. Caso o cachorro esteja doente ou passando por algum tratamento, a aplicação pode ser adiada até que ele esteja em condições adequadas.

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Vacina antirrábica

A vacina contra a raiva também é essencial para os cães. A doença é grave, pode ser transmitida aos seres humanos e apresenta alta letalidade após o surgimento dos sintomas.

A vacinação antirrábica faz parte das ações de prevenção e controle da doença no Brasil e também é oferecida em campanhas públicas. O veterinário pode orientar sobre a idade para a primeira dose e os reforços necessários.

Outras vacinas para cães

Dependendo da rotina do animal, o veterinário pode recomendar outros imunizantes, como os destinados à prevenção da gripe canina e da giardíase. A indicação considera fatores como região onde o cachorro vive, frequência de passeios e contato com outros animais.

Vacinas essenciais para gatos

Os gatos também precisam manter a vacinação em dia. O calendário depende da idade, do histórico de saúde e do estilo de vida do felino, especialmente se ele tem acesso à rua.

Vacina múltipla

As principais vacinas múltiplas para gatos são V3, V4 e V5.

A V3 protege contra:

  • panleucopenia;
  • rinotraqueíte;
  • calicivirose.

A V4 também inclui proteção contra a clamidiose. Já a V5 acrescenta a prevenção contra o vírus da leucemia felina, conhecido como FeLV. A escolha da vacina deve ser feita pelo veterinário, que avalia o risco de exposição de cada gato.

Vacina antirrábica

Apesar de a raiva ser frequentemente associada aos cães, os gatos também podem ser infectados. O risco é maior para animais que circulam fora de casa e podem entrar em contato com animais silvestres, como morcegos.

Por isso, a vacinação antirrábica também faz parte dos cuidados com os felinos e integra ações públicas de prevenção e controle da doença.

Outras vacinas para gatos

Outros imunizantes podem ser recomendados de acordo com a rotina do gato. A vacina contra doenças respiratórias é um exemplo. A proteção contra a FeLV também deve ser avaliada. Quando não está incluída na vacina múltipla utilizada, o veterinário pode indicar uma aplicação específica, principalmente para animais com maior risco de exposição.

Por que a vacina antirrábica é importante?

A raiva é uma doença viral grave que pode atingir cães, gatos e seres humanos. A transmissão ocorre principalmente pelo contato com a saliva de animais infectados, especialmente por meio de mordidas.

Nos animais, a doença pode provocar alterações de comportamento, agressividade ou apatia, salivação excessiva, dificuldade para engolir e sinais neurológicos. Por ser uma doença grave e de alta letalidade, a vacinação é uma das principais formas de prevenção. 

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com)

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