Vacinação para pets: quando e como vacinar cães e gatos?
O acompanhamento de um médico-veterinário é fundamental para definir o protocolo mais adequado.
Manter a vacinação dos pets em dia é um dos principais cuidados para preservar a saúde e o bem-estar de cães e gatos. Além de ajudar a prevenir doenças graves, a imunização também reduz o risco de enfermidades que podem ser transmitidas dos animais para os seres humanos.
Mas quando começar a vacinar um cachorro ou gato? E quais vacinas são necessárias ao longo da vida? Neste guia, montando pelo OLiberal.com, veja como funciona a vacinação de cães e gatos, quais são os principais cuidados e por que manter as doses de reforço em dia é importante em todas as fases da vida do pet.
Há idade para vacinar?
A vacinação também faz parte da rotina de cuidados e deve ser acompanhada desde os primeiros meses de vida. Ao nascer, os filhotes recebem anticorpos maternos durante a gestação e, principalmente, por meio da amamentação. Essa proteção, no entanto, é temporária e diminui com o passar do tempo.
É nesse período que a vacinação ganha importância. As primeiras doses ajudam a estimular o sistema imunológico do animal e a protegê-lo contra doenças que podem ser graves e até fatais.
O início e a sequência das vacinas devem seguir a avaliação de um médico-veterinário, que considera fatores como idade, histórico de saúde e rotina do pet. Animais que têm contato frequente com outros cães ou gatos, por exemplo, podem estar mais expostos a determinados agentes infecciosos.
Vacinas precisam de reforço?
A proteção proporcionada pelas vacinas não é necessariamente permanente. Por isso, cães e gatos precisam receber doses de reforço de acordo com o protocolo definido pelo veterinário.
Manter o calendário de vacinação atualizado é importante para preservar a resposta imunológica do animal ao longo dos anos. A periodicidade das aplicações pode variar conforme a vacina utilizada, a idade e as características de cada pet.
Por isso, não é recomendado interromper a vacinação apenas porque o animal já é adulto. O acompanhamento veterinário permite avaliar quais doses continuam necessárias e quando devem ser aplicadas.
Vacinas essenciais para cães
Manter a vacinação do cachorro em dia é fundamental para prevenir doenças e proteger a saúde do animal. O protocolo pode variar conforme a idade, a rotina e as condições de saúde do pet, por isso a orientação de um médico-veterinário é indispensável.
Vacina múltipla
Entre as principais vacinas para cães estão as versões V7, V8 e V10. Elas ajudam a proteger contra doenças como:
- cinomose;
- parvovirose;
- adenovírus;
- parainfluenza;
- leptospirose.
As formulações possuem diferenças na proteção oferecida, e a escolha deve ser feita pelo veterinário de acordo com as necessidades de cada animal. A vacinação começa ainda na fase de filhote, seguindo um calendário de doses e reforços. Caso o cachorro esteja doente ou passando por algum tratamento, a aplicação pode ser adiada até que ele esteja em condições adequadas.
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Vacina antirrábica
A vacina contra a raiva também é essencial para os cães. A doença é grave, pode ser transmitida aos seres humanos e apresenta alta letalidade após o surgimento dos sintomas.
A vacinação antirrábica faz parte das ações de prevenção e controle da doença no Brasil e também é oferecida em campanhas públicas. O veterinário pode orientar sobre a idade para a primeira dose e os reforços necessários.
Outras vacinas para cães
Dependendo da rotina do animal, o veterinário pode recomendar outros imunizantes, como os destinados à prevenção da gripe canina e da giardíase. A indicação considera fatores como região onde o cachorro vive, frequência de passeios e contato com outros animais.
Vacinas essenciais para gatos
Os gatos também precisam manter a vacinação em dia. O calendário depende da idade, do histórico de saúde e do estilo de vida do felino, especialmente se ele tem acesso à rua.
Vacina múltipla
As principais vacinas múltiplas para gatos são V3, V4 e V5.
A V3 protege contra:
- panleucopenia;
- rinotraqueíte;
- calicivirose.
A V4 também inclui proteção contra a clamidiose. Já a V5 acrescenta a prevenção contra o vírus da leucemia felina, conhecido como FeLV. A escolha da vacina deve ser feita pelo veterinário, que avalia o risco de exposição de cada gato.
Vacina antirrábica
Apesar de a raiva ser frequentemente associada aos cães, os gatos também podem ser infectados. O risco é maior para animais que circulam fora de casa e podem entrar em contato com animais silvestres, como morcegos.
Por isso, a vacinação antirrábica também faz parte dos cuidados com os felinos e integra ações públicas de prevenção e controle da doença.
Outras vacinas para gatos
Outros imunizantes podem ser recomendados de acordo com a rotina do gato. A vacina contra doenças respiratórias é um exemplo. A proteção contra a FeLV também deve ser avaliada. Quando não está incluída na vacina múltipla utilizada, o veterinário pode indicar uma aplicação específica, principalmente para animais com maior risco de exposição.
Por que a vacina antirrábica é importante?
A raiva é uma doença viral grave que pode atingir cães, gatos e seres humanos. A transmissão ocorre principalmente pelo contato com a saliva de animais infectados, especialmente por meio de mordidas.
Nos animais, a doença pode provocar alterações de comportamento, agressividade ou apatia, salivação excessiva, dificuldade para engolir e sinais neurológicos. Por ser uma doença grave e de alta letalidade, a vacinação é uma das principais formas de prevenção.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com)
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