Nesta segunda-feira (16) o Hamas divulgou um vídeo de uma jovem franco-israelense, sequestrada pelos terroristas. A mãe de Mia Schem, pediu para que os líderes mundiais ajudassem a trazer de volta a filha dela.
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"Vi que ela estava em condições estáveis, mas estou muito preocupada com ela (...) Estou implorando ao mundo para trazer meu bebê de volta para casa. Ela só foi a uma festa, a um festival, para se divertir e agora está em Gaza", disse Keren Schem.
O registro de Mia foi o primeiro divulgado oficialmente que mostrava que os reféns, sequestrados durante a incursão do Hamas no dia 7 de outubro, estavam vivos.
No vídeo, Schem aparece com um braço engessado e afirma que foi operada durante três horas e que está recebendo cuidados e remédios. Ela pede para voltar para casa assim que possível, para a família, para os parentes, para os irmãos. "Por favor me tirem daqui assim que possível", afirma.
Não há confirmações de quando o vídeo foi gravado, porém segundo uma análise do jornal norte-americano "The New York Times", há indicações de que parte das imagens foi filmada há pelo menos seis dias.
Um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos disse acreditar que a jovem falou sob coerção, ou seja, sendo forçada a falar aquilo.
Mia é uma das cerca de 200 pessoas que estariam sob controle do Hamas dentro de Gaza, segundo Israel. Outra pessoa que esteve sob domínio do grupo terrorista foi Celeste, filha e neta de brasileiros, que teve a morte confirmada nesta terça-feira (17).
Entre os reféns há soldados israelenses, mulheres, crianças, idosos, trabalhadores estrangeiros e pessoas com dupla nacionalidade.
Um porta-voz militar israelense descreveu o vídeo de Schem como um “terror psicológico contra cidadãos de Israel” e disse que os militares continuarão a trabalhar para trazer os reféns para casa.
A liberação dessas pessoas é um dos pontos principais da resolução redigida por diplomatas brasileiros que será votada pelo Conselho de Segurança da ONU nesta terça.
O Al-Qassam, braço armado do Hamas, anunciou nesta segunda que os não israelenses são “convidados” que serão soltos “quando as circunstâncias permitirem”.
