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Homem é solto graças a exame de DNA após décadas no corredor da morte

Juiz ordenou sua libertação sob fiança enquanto aguarda um novo julgamento

Agence France-Presse (AFP)

29 de setembro de 2026 às 10:09

( Foto: Reprodução/ABC4 - Via Portal BOL )

Um homem de 71 anos, condenado por assassinato e que passou décadas no corredor da morte nos Estados Unidos, foi libertado na segunda-feira (28) após um relatório afirmar que seu DNA não correspondia às evidências do crime, informou sua equipe de defesa.

Douglas Carter foi condenado à morte em 1985 pelo assassinato de Eva Olesen, tia do então chefe de polícia de Provo, Utah. Ele foi condenado à morte novamente após um segundo julgamento em 1992.

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Agora, um juiz ordenou sua libertação sob fiança enquanto aguarda um novo julgamento.

A versão dos fatos apresentada pela acusação era a de um assalto que deu errado. Carter, um homem negro, foi implicado por duas testemunhas e assinou uma confissão.

No entanto, ele afirma que é inocente e alega que assinou a confissão sob coação da polícia.

Segundo sua equipe de defesa, as evidências físicas e os depoimentos das testemunhas indicam que um homem branco assassinou Olesen.

"O Estado roubou 41 anos da vida dele e o submeteu aos horrores do corredor da morte por mais de 40 anos, mas esta noite ele finalmente está em casa", disse o advogado de Carter, Neal Hamilton, em um comunicado à AFP. "É um grande dia", afirmou.

No ano passado, a Suprema Corte de Utah ordenou um novo julgamento, citando "má conduta grave" por parte dos investigadores.

Nenhuma prova física ligava Carter à cena do crime, e sua condenação foi baseada em sua confissão e no depoimento de duas testemunhas: Epifanio Tovar e sua esposa Lucía.

Em 2011, os Tovar afirmaram ter recebido ordens para mentir no tribunal e que a polícia pagou suas contas de aluguel, telefone e outros serviços. Eles também alegaram que a polícia os ameaçou, juntamente com seu filho, de deportação.