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Condenada que sobreviveu à execução nos EUA retorna para a prisão

Americana foi condenada à morte no Tennessee pelo assassinato, em 1995, de uma colega de turma de 19 anos

Agence France-Presse (AFP)

11 de outubro de 2026 às 06:53

Christa Gail Pike sobreviveu após duas tentativas de injeção letal

Christa Gail Pike sobreviveu após duas tentativas de injeção letal ( Foto: Reprodução )

Christa Pike, a condenada à pena de morte que sobreviveu à sua execução na semana passada nos Estados Unidos, recebeu alta do hospital e voltou para a prisão, anunciaram seus advogados neste sábado (10). Christa, de 50 anos, recebeu no dia 30 de setembro duas doses letais de pentobarbital que não conseguiram provocar sua morte.

Ela foi levada em estado crítico para um hospital, mas posteriormente recuperou a consciência. Nesta semana, os advogados afirmaram que ela conseguia caminhar, mas se encontrava em um estado mental "confuso".

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"Christa Pike recebeu alta de um hospital local e agora está no Centro de Reabilitação Deborah K. Johnson, onde está presa há mais de 30 anos", informaram seus advogados em um comunicado divulgado no sábado.

A americana foi condenada à morte no Tennessee pelo assassinato, em 1995, de uma colega de turma de 19 anos, um crime cometido quando era adolescente.

"Ela está agradecida às equipes de emergência e aos médicos pelo atendimento prestado nestas circunstâncias extraordinárias", acrescenta o comunicado.

Os advogados afirmaram que Christa "continua recebendo tratamento na prisão". "Vamos continuar supervisionando sua recuperação", destaca a nota.

Christa Pike seria a primeira mulher executada no Tennessee em mais de 200 anos.

Uma juíza ordenou na quarta-feira à administração penitenciária que preservasse todas as evidências materiais e os documentos relacionados com o caso.

O governador do Tennessee, Bill Lee, ordenou a suspensão das execuções no estado e uma investigação independente sobre o caso. Ele aceitou o pedido de demissão do secretário da administração penitenciária.

As autoridades da prisão afirmaram que seguiram todo o protocolo adotado desde que o Tennessee retomou as execuções em maio de 2025, após uma moratória de três anos.