As autoridades da Indonésia suspenderam neste domingo (22) as buscas por Juliana Marins, brasileira de 26 anos que caiu durante uma trilha no Monte Rinjani, em Lombok. O vulcão onde a jovem sofreu o acidente é um dos pontos turísticos mais conhecidos do país e abriga uma das trilhas mais difíceis e desafiadoras da Indonésia.
Juliana despencou cerca de 300 metros em um dos trechos mais íngremes da trilha e já aguarda socorro há mais de 50 horas. Duas equipes de resgate permanecem acampadas na área do Cater Rim Sembalun, onde devem retomar as buscas na manhã desta segunda-feira (23), no horário local.
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De acordo com a irmã da jovem, Mariana Marins, que acompanha o caso do Brasil, o resgate foi interrompido por conta das condições climáticas adversas na região, com intensa neblina e ventos fortes.
Como é o vulcão?
O Monte Rinjani é o segundo vulcão mais alto da Indonésia, com 3.726 metros de altitude. Localizado na ilha de Lombok, o local atrai aventureiros do mundo inteiro por sua paisagem impressionante e trilhas desafiadoras. A trilha até o cume é considerada uma das mais exigentes do país e exige preparo físico, resistência e atenção redobrada.
A subida ao Monte Rinjani pode ser feita em diferentes roteiros, variando entre dois a quatro dias de caminhada, com pernoites em acampamentos improvisados. Segundo o blog de viagens Mochilão a Dois, a trilha exige mais de 2,6 km de subidas íngremes, sendo considerada a mais difícil do país.
As opções mais comuns de percurso incluem:
- Dois dias e uma noite;
- Três dias e duas noites;
- Quatro dias e três noites.
Vídeos registrados por outros turistas que estiveram no local mostram a grandiosidade do Monte Rinjani e ajudam a dimensionar os desafios enfrentados pelas equipes de resgate. A trilha, além de longa, inclui terrenos instáveis, áreas estreitas e variações bruscas no clima. Veja vídeos do vulcão no Monte Rinjani:
