Uso consciente do cartão de crédito pode trazer vantagens

Acúmulo de milhas e descontos em restaurantes e parceiros estão entre os benefícios

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Cartão de crédito: amigo ou vilão? A reflexão é comum quando se trata de finanças. Isso porque, assim como o uso traz diversas facilidades, como o pagamento parcelado, também pode levar ao endividamento, caso o consumo ultrapasse a capacidade de pagamento.

Para Rodrigo Marinho, supervisor da gerência de tesouraria e finanças do Banco da Amazônia, o cartão pode e deve ser um aliado no planejamento financeiro, sendo utilizado de forma consciente, dentro do limite de renda mensal e com o pagamento total da fatura mensal.    

"O ideal é que a pessoa tenha no máximo dois cartões, com bandeiras diferentes. Deve-se procurar opções que tenham o mínimo de custo possível, alguns, por exemplo, oferecem anuidade gratuita. O segredo é escolher o que mais se adequa ao seu perfil de consumo, pois assim você conseguirá administrar melhor os gastos", orienta Rodrigo, que é especialista em finanças, investimentos e banking.

Segundo ele, é importante, também, avaliar opções que ofereçam seguros e programas de benefício na hora da escolha. Descontos em restaurantes, cinemas e programas de fidelização estão entre as vantagens. 

Consumo

Embora haja diversas facilidades, é preciso ter cautela da hora das compras. Rodrigo pontua que o cartão de crédito não deve ser visto como extensão da renda e sim como um instrumento que, se usado adequadamente, pode trazer benefícios para o planejamento financeiro. "É possível antecipar um consumo de algo que precisamos, mas não teríamos o dinheiro para pagar o valor integral", exemplifica. 

O mais importante, conforme explica o supervisor do Banco da Amazônia, é que priorize o menor número de parcelas possíveis para despesas básicas, enquanto o consumo de aquisição de bens pode ser parcelado em prazos mais longos, mas com consciência de que o orçamento estará sendo comprometido a longo prazo, o que pode não ser benéfico.   

Vilão 

Caso não haja controle dos gastos, o que era para ser um aliado pode se tornar verdadeiro inimigo, com juros altos e comprometimento de limites e crédito futuro. Rodrigo explica que ter o limite muito acima da capacidade de pagamento pode ser uma armadilha para compras por impulso. "As pessoas acabam tendo uma falsa impressão de que sempre cabe no orçamento e acabam tornando esses limites uma extensão da sua renda, podendo fazer com que não haja equilíbrio financeiro no final do mês", pontua. 

Como resultado do uso desenfreado, podem surgir complicações, como o superendividamento e inclusão nos órgãos de proteção ao crédito, o que compromete também o score, pontuação usada por instituições financeiras para avaliar o acesso à crédito. 

"Isso implica em taxas de juros mais altas, pois as instituições acabam adicionando um custo a mais para emprestar dinheiro para o cliente que já teve complicações com o cartão de crédito", afirma o administrador.     

Sinal de alerta

O uso de serviços como pagamento mínimo da fatura e saques com cartão também requer muito cuidado, uma vez que aliviam o valor das parcelas no determinado mês, mas podem acarretar em uma dívida muito maior. 

"Tem que se evitar ao máximo pagar o valor mínimo e realizar saques com o cartão. Se  for imprescindível, é preciso verificar qual a taxa de juros, por quanto tempo vai ficar parcelado e o principal, fazer o custo efetivo total da operação", orienta o administrador. 

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