Por que poupar dinheiro?

Criar uma reserva de emergência e aplicar o valor pode proporcionar maior segurança financeira e evitar a desvalorização monetária

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Guardar dinheiro pode parecer possível apenas para quem ganha muito. Mas, o hábito pode e deve ser repensado, já que ter uma reserva nas finanças pode ser essencial para imprevistos. Além de evitar apertos, o ato de poupar pode garantir benefícios como tranquilidade e segurança.

De acordo com Rodrigo Marinho, especialista em finanças, investimentos e banking, quem poupa, está investindo no futuro, o que fará toda a diferença para a qualidade de vida. "Infelizmente, as pessoas não costumam ter esse hábito, por acreditar que só é possível poupar quem ganha muito ou que é um sacrifício desnecessário, enquanto na verdade, todo mundo pode e deve ter a sua reserva", pondera.

Segundo ele, a maior dificuldade, normalmente, está relacionada com a falta de disciplina e controle das finanças. Além disso, muitas pessoas não conseguem resistir aos estímulos de consumo, o que acaba comprometendo ainda mais o hábito de poupar o mais cedo possível.

Para guardar dinheiro, o primeiro passo, segundo Rodrigo, é organizar as contas e planejar-se. Deve-se estabelecer prioridades, criando metas de valores que serão guardados todos os meses. A orientação é que o valor gire, no mínimo, em torno de 10% da renda mensal, podendo chegar até 30% para aquelas pessoas que possuem um orçamento familiar que permita este percentual.

"Quando primeiro reservamos um valor para poupar e, depois, para os compromissos; começamos a ter maior consciência financeira e, assim evitamos gastar mais do que a renda total do mês, uma vez que, primeiro teremos o compromisso de guardar qualquer valor e, posteriormente, arcar com nossas responsabilidades", explica Rodrigo, que é supervisor da gerência de tesouraria e finanças do Banco da Amazônia.

Mas afinal, poupar para quê? De acordo com o especialista em finanças, o valor poupado não deve ficar parado na conta corrente ou em casa, por exemplo. O ideal é que seja criado uma reserva de emergência, que deve representar, pelo menos, seis meses do valor equivalente aos gastos mensais da família. E, em seguida, o valor deve ser aplicado para gerar maior rentabilidade e, no futuro, a pessoa poderá desfrutar de maior liberdade financeira.

"Algumas opções são os investimentos com alta liquidez e baixo risco, ou seja, caso você precise, terá aquele dinheiro disponível de imediato. Títulos de renda fixa, como títulos públicos e certificados de depósitos bancários (CDB) são alguns deles", destaca Rodrigo.

Outro motivo, pelo qual é importante aplicar os recursos guardados, é a sua perda de valor no tempo. O supervisor do Basa explica que R$ 100, hoje, não valerá a mesma coisa daqui a um ano, devido aos efeitos da inflação, ou seja, a perda do poder de compra do consumidor.

"Temos que ter a consciência de que poupar é muito importante para nos prevenirmos para situações de emergência e, principalmente, que essa reserva deve gerar rendimentos reais, que vão permitir nossa liberdade financeira", conclui Rodrigo.

 

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