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A importância do diagnóstico precoce e acompanhamento médico constante da criança autista

Consultas e terapia com equipe multidisciplinar são fundamentais para o tratamento do autismo

Ana Paula Gama

O diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e a intervenção terapêutica precoce até os quatro anos de idade é muito importante para a criança autista, devido à capacidade do cérebro de responder aos estímulos, o que acaba permitindo o melhor aproveitamento das terapias.

A pediatra Lury Iwasaka Neder é coordenadora do Núcleo de Acolhimento e Avaliação de Terapias Integrativas às Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (NATITEA) da Unimed Belém. Ela explica que é essencial o acompanhamento médico para o tratamento da criança autista.

“As consultas de puericultura, subespecialidade da pediatria que acompanha o desenvolvimento infantil, permitem que o pediatra detecte atrasos na formação da criança”, afirma a médica.

Ainda segundo a pediatra, as consultas de puericultura devem ser mensais nos primeiros seis meses de vida e, posteriormente, devem ocorrer a cada três meses, aumentando a periodicidade após esse período para promover a saúde e prevenir doenças.

“Os pediatras precisam acompanhar a evolução das crianças nas consultas de puericultura para observar se estão apresentando ganhos. O autismo não tem cura mas pode melhorar de grave para moderado e de moderado para leve. Cada caso deve ser analisado individualmente”, acrescenta Lury Iwasaka Neder.

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Acompanhamento multidisciplinar

Para a terapeuta ocupacional do NATITEA, Thamires Bezerra, o autismo é uma condição de saúde que precisa de uma intervenção multidisciplinar, pois desta maneira é possível ter uma visão global de seu desenvolvimento, como os facilitadores e barreiras para a interação social, comunicação e pleno engajamento nas atividades cotidianas.

A terapeuta ocupacional, Thamires Bezerra, afirma que tratamento com várias especialidades médicas melhora o bem-estar da criança autista (Arquivo pessoal)

“Assim, o terapeuta ocupacional, o fonoaudiólogo, o psicólogo, entre outros, identificam as necessidades individuais e planejam o tratamento de forma a melhorar a qualidade de vida e a autonomia das pessoas com TEA”, revela.

“O principal objetivo da equipe multidisciplinar é que a criança ou adolescente consiga reproduzir em casa o que aprendeu no consultório. Portanto, toda equipe deve estar afinada em relação aos mesmos objetivos e em parceria com a família”, ressalta Thamires Bezerra.A intervenção da pessoa com TEA deve ser baseada na plena avaliação das necessidades do indivíduo e da família, que deve ser inserida na terapia, por meio de orientações que podem e devem ser mantidas em casa.

Unimed
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