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Transporte público ainda sofre com as consequências da pandemia

Prejuízos no setor de transporte coletivo giram em torno de R$ 25 bilhões no Brasil após a pandemia. Os subsídios estão entre as soluções que podem melhorar as condições do serviço.

A pandemia de covid-19 afetou vários setores da sociedade e com o transporte público não foi diferente. Ele passou por dificuldades como a diminuição do número de usuários devido ao risco de contágio e aglomerações. Entretanto, nunca deixou de operar mesmo com uma redução de cerca de 90% e até hoje as empresas do ramo sofrem as consequências, o que impede a realização de várias mudanças e melhorias na área.

Segundo dados da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) a pandemia gerou um prejuízo no transporte coletivo na esfera nacional de cerca de R$ 25 bilhões junto com a redução da quantidade de usuários.

Em 2019, cerca de 905 mil pessoas (média diária) utilizavam o serviço de transporte coletivo no Pará e, durante a pandemia, esse número reduziu para aproximadamente 100 mil usuários por dia, ou seja, o setor sofreu uma redução de quase 90%, o que gerou muitas outras dificuldades, como por exemplo, as questões salariais dos colaboradores. Após a liberação das medidas restritivas a média ficou em torno de 650 mil passageiros por dia, ainda assim, uma redução de mais de 28% comparado ao período antes da pandemia. 

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Em Belém e região metropolitana, o prejuízo, durante a pandemia, girou em torno de R$ 3 milhões por dia, totalizando R$ 90 milhões, em média, por mês. Entre as principais dificuldades enfrentadas pelas empresas locais estão os pagamentos dos rodoviários, abastecimento e manutenção dos veículos. Elas geraram insuficiência no faturamento junto com a falta de apoio do poder público da capital paraense, que não ofereceu ajuda para as empresas operarem o serviço e, com isso, o faturamento não foi suficiente para pagar os custos.

A falta de subsídios dificulta que as empresas realizem manutenções e melhorias na frota (Ivan Duarte / O Liberal)

Algumas empresas não conseguiram conter os danos e sustentar os altos custos, sendo obrigadas a fechar as portas, como Via Luz, São Cristóvão e São Luiz. Mais de dois anos após o período mais intenso da pandemia, as empresas ainda seguem enfrentando problemas, pois o número de usuários reduziu e não retornou.

Em março deste ano, o poder público reduziu a tarifa técnica de R$ 5 para R$ 4, com expectativas de subsidiar a diferença, o que acabou não se concretizando. O resultado é um prejuízo em torno de R$ 18 milhões por mês para o setor, calculado por essa redução e pelos frequentes aumentos do combustível (diesel), salário e benefícios. Tudo isso impede que as empresas cumpram suas obrigações refletindo em paralisações, risco de falência, de desemprego para os trabalhadores da categoria e até mesmo o fechamento de algumas.

Tarifa não cobre os custos da operação

O cenário atual do transporte coletivo na região metropolitana de Belém é custeado somente pelo usuário, ou seja, ele é a única fonte de receita para todo o sistema. A falta de subsídios aumenta as dificuldades do setor, porque os empresários seguem tentando equilibrar os altos custos. Um exemplo na prática: apenas dois itens da lista de despesas representam 85% dos custos de operação, que são o combustível, com cerca de 40%, e funcionários, com aproximadamente 45%, além de outros como pneus, peças para manutenção dos veículos e itens de operação.

A população é afetada de forma mais direta e imediata no bolso, porque a tarifa é o único recurso para a manutenção do sistema de transporte. Devido à ausência de subsídios do poder público, a renovação das frotas dos veículos, as manutenções e até mesmo os novos investimentos também prejudicam o usuário, que utiliza o transporte todos os dias.

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