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Saiba como descartar os resíduos hospitalares corretamente

Antes de serem descartados, os resíduos devem ser divididos em grupos

Ana Paula Gama

5 de outubro de 2022 às 11:11

Materiais hospitalares devem ter um tratamento diferenciado, pois possuem substâncias tóxicas

Materiais hospitalares devem ter um tratamento diferenciado, pois possuem substâncias tóxicas ( Foto: Banco de imagens/Freepik )

O resíduo hospitalar é o material descartado por instituições de atendimento a saúde humana e animal, e o descarte incorreto desse tipo de resíduo poderá trazer perigos para a saúde humana e o meio ambiente, pois esses materiais podem possuir substâncias tóxicas e infectantes.

Diante desse cenário, o resíduo hospitalar deve ter um tratamento e destinação específica, diferente do que ocorre com o resíduo comum – similar ao resíduo domiciliar, já que o lixo de hospitais, clínicas, laboratórios e necrotérios podem apresentar contaminantes infecciosos, assim como, também, podem ser inflamáveis, tóxicos e radioativos.

Confira, a seguir, os principais tipos de lixo hospitalar:

1. Grupo A (potencialmente infectantes): possuem microrganismos biológicos, que apresentam risco de infecção e doenças associativas, a exemplo, bolsas de transfusão de sangue e resíduos orgânicos de procedimentos cirúrgicos. Os resíduos infectantes, que são os mais comuns em ambientes de atendimento a saúde, possuem características peculiares e capazes de impactar de forma significativa a vida e o meio ambiente, a exemplo o vírus da COVID-19;

2. Grupo B (químicos): esses resíduos possuem substâncias químicas capazes de causar risco à saúde e ao meio ambiente. Nesse grupo se enquadram os medicamentos vencidos ou descartados, normalmente utilizados para tratamento de doenças especificas; além de líquidos reagentes de raio-x;

3. Grupo C (resíduos radioativos): normalmente são constituídos de material radioativo, e por suas características nocivas a saúde, não podem ser reutilizados ou reciclados, e que ainda é utilizado em equipamentos voltados a exames;

4. Grupo D (resíduos comuns): trata-se dos resíduos hospitalares que não tenha sido contaminado por agentes biológicos, químicos ou radioativos, a exemplo, como luvas de látex; gesso; resíduos de banheiros e vestiários que não estejam em áreas de isolamento ou quarentena;

5. Grupo E (Resíduos perfurocortantes): normalmente são instrumentos, materiais e similares, utilizados no atendimento a saúde humana e animal, capazes de perfurar ou cortar a pele. A exemplo, podem ser citados, bisturis, agulhas e ampolas de vidro. No caso do descarte incorreto deste tipo de resíduo, inclui-se aqui também a forma de embalar, pois poderá causar um risco direto a saúde humana por perfuração de partes do corpo, ao manusear as embalagens.

Máscaras pertencem ao grupo de lixo hospitalar comum
Máscaras pertencem ao grupo de lixo hospitalar comum (Banco de imagem/Freepik)

Para o meio ambiente, o maior perigo está nos materiais infectados, já que quando esses resíduos entram em contato com a água ou solo, acabam contaminando a vegetação. No caso do descarte incorreto dos instrumentos perfurantes, os mais afetados são os catadores de lixo, que correm risco de contaminação.

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Descarte correto

Para realizar o descarte adequado dos resíduos hospitalares, é necessário verificar a qual grupo o material pertence e, assim, realizar o descarte de maneira correta, sem prejudicar a saúde humana e o meio ambiente.

No estado do Pará, a empresa Recicle Soluções Ambientais, realiza a coleta, transporte e a destinação final destes resíduos de serviço de saúde. A empresa atende clínicas, hospitais, estúdios de tatuagens, farmácias e outros empreendimentos que geram resíduos de serviço de saúde.

Para saber mais sobre os benefícios dessas e outras soluções para a gestão de resíduos, clique aqui.

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