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Guia de estatísticas para apostar no UFC em 2026

Ao longo de 2025, foram 42 eventos em 26 cidades diferentes, em 12 países e cinco continentes

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Trump comparece ao UFC 316 e anuncia que alguma luta de 2026 será realizada na Casa Branca. Isaac Dulgarian é demitido do UFC após uma suspeita movimentação de apostas ainda investigada pelo FBI. O ex-campeão Andrei Arlovski alega legítima defesa em briga com a equipe do youtuber Jack Doherty nos bastidores do evento liderado pelo duelo de boxe entre Anthony Joshua e Jake Paul. O mundo do MMA lembrará de 2025 por uma série de momentos insanos e estrelas em ascensão, bem como pela imprevisibilidade dos resultados.

Ao longo de 2025, foram 42 eventos em 26 cidades diferentes, em 12 países e cinco continentes. Nesses eventos, houve 520 lutas em 12 categorias de peso diferentes (incluindo lutas em peso combinado), totalizando 93 horas, 43 minutos e 36 segundos de duração no octógono. Os favoritos nas apostas venceram 342 lutas e perderam 164 ao longo do ano. Quatorze lutas terminaram em empate, sem resultado ou com odds iguais.

Daí a importância desse guia detalhado que explora como utilizar a ciência de dados e a análise estatística para elevar o nível das suas apostas em lutas do UFC. A análise de 2025 revelou que nomes consolidados enfrentaram desafios geracionais, enquanto novos talentos utilizaram o volume de golpes e o controle de solo para dominar os seus oponentes. Compreender estas tendências é o primeiro passo para o sucesso a longo prazo. Mas há muitos detalhes técnicos a serem observados.

Considerando as lutas principais, os favoritos nas apostas venceram 24 lutas e perderam 16. Duas lutas principais terminaram em empate, sem resultado ou com odds iguais. E o UFC na ESPN 66: Machado Garry vs. Prates teve o maior número de favoritos saindo vitoriosos, com 12 de 13 vitórias. Por outro lado, oito azarões venceram no UFC Fight Night 259: Dolidze vs. Hernandez, o maior número do ano em um único evento.

Dominar a análise estatística permite filtrar o ruído de opiniões subjetivas para focar nos indicadores que realmente contribuem para prever o resultado das lutas. Seja avaliando a precisão de um striker ou a resiliência de um wrestler, as métricas fornecidas pelo UFC e por centros de dados especializados são suas melhores ferramentas de previsão. No final, o objetivo é encontrar a discrepância entre o que os números dizem e o que as odds apresentam. Para colocar esse conhecimento em prática, a Stake Brasil funciona como bom termômetro, onde as flutuações nas cotações permitem que o apostador identifique exatamente o momento em que a percepção do mercado se desvia da realidade estatística, revelando as oportunidades de maior valor.

Dicionário de estatísticas: análise e relevância nas apostas

Para realizar boas apostas, é fundamental entender o que cada métrica representa no mundo real do octógono. Abaixo o leitor encontra a definição de todas as estatísticas oficiais do Livro de Registros do UFC.

Categoria “Lutas” (Fights)

  • Total de Lutas (Total Fights): a soma de todos os combates profissionais. Indica experiência e quilometragem.
  • Vitórias (Wins): número total de êxitos. Mais do que o número bruto, o apostador deve olhar a qualidade dos oponentes vencidos.
  • Interrupções (Finishes): vitórias que não chegaram à decisão dos juízes (KOs ou Finalizações).
  • Vitórias por Nocaute/Nocaute Técnico (KO/TKO Wins): mede o poder de nocaute e a agressividade do lutador em pé.
  • Vitórias por Finalização (Submission Wins): indica a periculosidade do lutador no chão e seu nível de grappling ofensivo.
  • Vitórias por Decisão (Decision Wins): mostra lutadores com bom condicionamento físico e capacidade tática para vencer assaltos sem se expor a riscos desnecessários.
  • Sequência de Vitórias (Win Streak): o momento atual do atleta. Sequências longas indicam evolução técnica ou um lutador "no auge".
  • Vitórias em Lutas de Cinturão (Title Fight Wins): reflete a capacidade do atleta de performar sob pressão máxima e em lutas de 5 rounds.
  • Bônus de Performance/Luta da Noite (Total Fight Night Bonuses): indica lutadores empolgantes que costumam imprimir ritmos intensos, o que geralmente se traduz em alto volume de golpes.

Categoria “Tempo” (Time)

  • Média de Tempo de Luta Mais Curta (Shortest Avg. Fight Time): lutas rápidas sugerem que o atleta define o combate cedo (os finalizadores natos) ou é vulnerável a derrotas rápidas.
  • Média de Tempo de Luta Mais Longa (Longest Avg. Fight Time): caracteriza lutadores de resistência, que costumam levar seus oponentes para os rounds finais.
  • Tempo Total de Luta (Total Fight Time): importante para medir a experiência acumulada dentro do octógono (especialmente útil para analisar novatos contra veteranos).
  • Controle do Tempo (Control Time): tempo que o lutador passa dominando o oponente (seja no chão ou no clinch contra a grade).
  • Porcentagem de Tempo de Controle (Control Time Percentage): o quanto da luta foi ditado por aquele atleta. Exemplo: se em 15 minutos de luta, um atleta teve 10 minutos de controle, ele dominou 66% do tempo, o que quase garante a vitória na pontuação.
  • Tempo em Posição Superior (Top Position Time): tempo por cima no solo. É a métrica de controle mais dominante, pois gera dano e cansa o oponente.
  • Tempo em Posição Inferior (Bottom Position Time): indica vulnerabilidade. Um lutador com muito tempo por baixo está, estatisticamente, perdendo os rounds.

Categoria “Trocação” (Striking)

  • Knockdowns Aplicados (Knockdowns Landed): quantas vezes o lutador derrubou o oponente com um golpe de impacto. É o melhor indicador de "punch" ou potência.
  • Média de Knockdowns por 15 Minutos (Knockdown Avg. per 15 Min): frequência de knockdowns. Ajuda a prever se um lutador tem chances reais de nocautear o oponente em uma luta padrão de 3 rounds.
  • Golpes Significativos Conectados (Sig. Strikes Landed): golpes de impacto que atingiram o alvo (exclui jabs de baixa potência).
  • Precisão de Golpes Significativos (Sig. Strike Accuracy): eficiência. Exemplo: Alex Pereira ocupa o quinto lugar no ranking dessa métrica com impressionantes 62.1% de precisão. Em primeiro lugar está Alistair Overeem com 74.3%.
  • Golpes Conectados por Minuto (Strikes Landed per Min., SLpM): volume de jogo. Essencial para prever quem ganhará no olho dos juízes por atividade.
  • Diferencial de Trocação (Striking Differential): a diferença entre o que o lutador bate e apanha. Valores positivos altos são o maior sinal de um lutador de elite. Tom Aspinall, atual campeão peso pesado, está em terceiro nesse ranking com 4.01.
  • Defesa de Golpes Significativos (Sig. Strike Defense): porcentagem de ataques evitados. Crucial para avaliar a longevidade do lutador.
  • Golpes Absorvidos por Minuto (Strikes Absorbed per Min.): o custo da luta. Se for muito alto, o lutador tem grandes chances de ser nocauteado em algum momento da carreira.
  • Total de Golpes Conectados (Total Strikes Landed): inclui golpes significativos e golpes de curta distância (como no clinch). Útil para avaliar quem "trabalhou" mais.

Categoria “Luta Agarrada” (Grappling)

  • Quedas Aplicadas (Takedowns Landed): número total de vezes que o atleta levou a luta para o solo com sucesso.
  • Precisão de Quedas (Takedown Accuracy): eficiência nas tentativas de queda. Baixa precisão indica desperdício de energia.
  • Defesa de Quedas (Takedown Defense, TDD): capacidade de manter a luta em pé. Exemplo: um striker com 90% de TDD anula a estratégia de um wrestler e o obriga a trocar golpes, onde o striker tem vantagem.
  • Tentativas de Finalização (Submission Attempts): indica quão ativo o lutador está na busca por encerrar a luta no chão.
  • Média de Finalizações por 15 Minutos (Submission Avg. per 15 Min.): a média de perigo que o lutador representa para o pescoço ou articulações do adversário durante o tempo regulamentar.

Estudo de caso: a saga Pereira vs. Ankalaev e o valor dos dados

Para entender como essas métricas se traduzem em lucro e previsões certeiras, não há exemplo mais didático na história recente do que a rivalidade entre Alex "Poatan" Pereira e Magomed Ankalaev em 2025. Este "duplo caso prático", já que foi registrada uma luta seguida de uma revanche, ilustra como a variação de uma única métrica pode alterar completamente o favoritismo em um confronto de elite, influenciando diretamente as apostas em lutas do UFC.

O primeiro embate: UFC 313 e a hegemonia do “Controle do Tempo”

image “Não consigo colocar em palavras, foi uma espera tão longa para realizar meu sonho. O cinturão está na minha cintura", disse Ankalaev após a luta (Divulgação)

Em março de 2025, no UFC 313, Alex Pereira defendia seu cinturão contra Ankalaev em uma luta que os modelos estatísticos apontavam como o maior desafio da carreira do brasileiro. Ao analisar o pré-luta, os dados de Ankalaev mostravam uma Média de Quedas de 0.79 e uma Defesa de Golpes Significativos de 56%. O perigo para Poatan não era apenas o nocaute, mas a métrica Controle do Tempo.

O resultado da luta confirmou a soberania dos dados de grappling. Ankalaev venceu por decisão unânime (48-47, 48-47, 49-46) utilizando uma estratégia de pressão constante. O relatório da luta indicou que o russo "gastou grande parte do tempo desgastando Pereira contra a grade". Aqui, a estatística de Control Time foi a chave: ao manter Poatan acuado, Ankalaev neutralizou a Média de Knockdowns (0.79) do brasileiro.

Para um apostador atento, o valor estava na resiliência de Ankalaev em absorver poucos golpes (Strikes Absorbed per Min de apenas 2.59). Ao final do UFC 313, Pereira parecia exausto, uma consequência direta de ter passado muito tempo na Bottom Position Time ou sob pressão isométrica. A lição estatística aqui foi clara: em um duelo de estilos, se o grappler consegue impor seu jogo e controlar o tempo, o volume de golpes do striker cai drasticamente, favorecendo o azarão ou o lutador tático.

A reviravolta: UFC 320 e a devastadora “Precisão de Golpes Significativos”

image Alex Pereira precisou de apenas um minuto e 22 segundos para reconquistar o título mundial dos meio-pesados após nocautear Magomed Ankalaev, em Las Vegas (Divulgação)

Apenas sete meses depois, em outubro de 2025, os dois se reencontraram no UFC 320. Muitos analistas acreditavam que o roteiro se repetiria, mas uma análise profunda da Precisão de Golpes Significativos e do Diferencial de Trocação sugeria uma correção de percurso por parte do brasileiro.

Nesta revanche, Pereira precisou de apenas 1 minuto e 22 segundos para nocautear Ankalaev e recuperar o trono. O que os dados nos dizem sobre essa mudança brutal? No UFC 320, a Sig. Strike Accuracy de Poatan foi devastadora: ele conectou 25 de 37 golpes desferidos — uma precisão de 67%, superando até sua média histórica de 62%. Em contraste, Ankalaev, que costuma ser defensivamente sólido, conectou apenas 2 de 7 tentativas.

Aqui também entra o conceito de Striking Differential. Enquanto na primeira luta Ankalaev conseguiu manter a luta "morna" e controlada, na segunda Pereira elevou seu SLpM (Golpes por Minuto) a níveis insustentáveis para o oponente no início do round. O nocaute não foi sorte; foi o resultado de um ajuste técnico onde Poatan utilizou sua vantagem de Knockdown Avg para capitalizar sobre a primeira falha defensiva do russo.

Para quem utiliza a Stake Brasil, a flutuação das odds entre essas duas lutas foi uma lição de ouro. No primeiro encontro, o mercado talvez tenha subestimado a capacidade de controle de Ankalaev. No segundo, a memória da derrota anterior fez com que muitos ignorassem que Alex Pereira ainda detinha a maior precisão de golpes da categoria. Os dados brutos mostravam que, se a luta ficasse em pé por mais de um minuto, a probabilidade de um nocaute de Poatan subia para quase 80% devido ao seu histórico.

Aplicando a lógica estatística no UFC 2026

Ao analisar esses dois casos, o apostador deve aprender a cruzar categorias. Não basta olhar apenas para quem venceu a última luta. É preciso perguntar:

  • Como o tempo foi gasto? Ankalaev venceu a primeira com Controle do Tempo.
  • Qual a eficiência do dano? Pereira venceu a segunda com Precisão de Golpes Significativos.
  • Houve alguma anomalia nas métricas? No UFC 320, a defesa de Ankalaev falhou, o que é raro para seu histórico.

Essa imprevisibilidade, mencionada no início deste guia como a marca de 2025, é na verdade um campo de oportunidades. Quando um lutador com 88% de Defesa de Quedas (como Ankalaev) enfrenta um nocauteador com 62% de precisão (como Poatan), o resultado será decidido por quem conseguir impor sua estatística primária.

Dominar o "Dicionário de Estatísticas" apresentado acima permite que você identifique se um lutador está em declínio físico (aumento de Strikes Absorbed) ou se um novo talento está pronto para chocar o mundo (alto SLpM e Control Time). No cenário de 2026, com eventos na Casa Branca e novos talentos surgindo a cada Fight Night, a ciência de dados é a única forma de garantir que suas escolhas não sejam baseadas em torcida, mas em probabilidade matemática. No fim das contas, o octógono pode ser caótico, mas os números que ele produz são a linguagem mais honesta do esporte.

Importante: O acesso à plataforma é estritamente proibido para menores de 18 anos. Lembre-se que as apostas esportivas devem ser encaradas como entretenimento e envolvem riscos financeiros. Jogue com responsabilidade.

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