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Entenda como a transformação digital muda a dinâmica dos negócios

Impulsionadas pela pandemia, empresas e profissionais investem na digitalização de serviços para inovar o mercado de trabalho

Carolina Gantuss, especial para O Liberal

Com a pandemia e a necessidade do isolamento social, muitas instituições precisaram encerrar as atividades, afetando diretamente não apenas o funcionamento, mas a sobrevivência dos negócios. Várias empresas não conseguiram se adaptar ao cenário pandêmico e acabaram fechando as portas.

Contudo, alguns empreendimentos perceberam que a pandemia poderia levar mais tempo e, mesmo diante da necessidade de demissão de funcionários, optaram por contratar outros profissionais, principalmente na área de tecnologia. Tal medida tornou-se um divisor de águas no processo de transformação digital no atual mercado de trabalho.

Com as mudanças, não demorou para que as empresas começassem a buscar novas formas de trabalhar em segurança, investindo e integrando ferramentas de inovação ao cotidiano de profissionais, visando atender demandas e necessidades do momento turbulento no mundo dos negócios. Neste contexto, lojas de marca, restaurantes, bares, supermercados e feiras precisaram investir em aplicativos digitais de delivery, por exemplo.

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A área da saúde, tão afetada e demandada neste período, adaptou-se aproximando médicos e pacientes com a telemedicina, que possibilitou consultas online, rompendo barreiras geográficas que limitavam atendimentos em locais mais distantes.

Dados da pesquisa “State of Telehealth” indicam que mais de 60% de pacientes planejam seguir utilizando a telemedicina combinada a consultas presenciais, e 80% dos prestadores de serviço pretendem continuar a oferta do serviço mesmo depois da pandemia.

Além disso, a área da educação também foi revolucionada pela tecnologia em tempos de pandemia. Escolas, faculdades e cursos livres, como línguas estrangeiras, tiveram que se adaptar ao ensino a distância, aproximando alunos e professores, por vezes, possibilitando mais inclusão e participação de alunos com menos acessos a estes espaços.

Educação a distância ganha impulso com o avanço tecnológico das instituições de ensino (Banco de imagens/Freepik)

Segundo Yuri Jordy, franqueado de uma escola de idiomas, em Belém, com o curso 100% presencial, a rede de inglês, percebendo a necessidade de fechar as escolas em todo o Brasil e para não perder os alunos durante a pandemia, investiu em canais de comunicação, desenvolvendo um aplicativo próprio para levar o curso online.

“A rede percebeu a tempo o quanto ia durar a pandemia e o quanto tempo teríamos que fechar. Nesse período desenvolvemos um app próprio para levar o curso online, assim como mantivemos o padrão de participação e interação dos alunos com os professores através de outro app de reuniões virtuais. Conseguimos não só manter alunos antigos, como matricular novos alunos durante a pandemia”, conta.

Com a mudança no mercado e o desenvolvimento de novas plataformas de tecnologia, a escola de idiomas permaneceu fechada, tornando-se 100% online e virtual, com aulas ao vivo, mostrando que a distância não seria mais um empecilho a novos alunos e a importância de profissionais não só de inglês como também de Tecnologia da Informação.

“Um aluno de Belém treina seu inglês com um professor de São Paulo e interage com outros alunos em qualquer lugar do mundo, permitindo uma troca bem mais rica do que antes, no presencial. E isso só foi permitido com a expansão da tecnologia e o desenvolvimento de novos conteúdos e plataformas para atender cada vez mais novos alunos. Hoje precisamos mais de profissionais de TI do que professores de inglês”, afirma Jordy.

Neste cenário, a educação do futuro, por exemplo, não depende somente de dispositivos sofisticados, projetos caros ou sala de aula completamente virtual, mas de ferramentas tecnológicas que contribuam para a convergência entre o físico e o digital para garantir um bom aproveitamento.

Adaptação

E a boa avaliação nesses meios, não se restringem somente a públicos das áreas de saúde e educação. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), mostrou que o aplicativo de uma rede de entrega de alimentos é usado por 94% dos estabelecimentos que fazem delivery no país, ou seja, a maioria dos estabelecimentos se adaptou ao “novo normal”.

O fato é que a pandemia intensificou o uso de tecnologias no Brasil e as empresas, agora, precisam desenvolver seus próprios métodos para acompanhar o ritmo acelerado das mudanças tecnológicas. Até porque, se algum dia um empreendedor pensou que as novas adaptações seriam passageiras, já pode ter certeza de que elas vieram para ficar.

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