A saúde financeira do Remo em 2026 teve uma folga e tanto ao longo desta temporada com o processo de reformulação do elenco. Ao todo, o plantel azulino chegou a bater a incrível marca de 52 jogadores neste ano. Número elevado, mas que justificado por conta do calendário do primeiro semestre, quando a equipe disputava três competições de forma simultânea - Campeonato Paraense, Copa Norte e Brasileirão da Série A.
Apesar disso, a folha salarial do clube chegou a ficar sufocada em meio a quantidade de atletas no vestiário. Como solução, a diretoria do Remo iniciou um intenso processo de rescisões e empréstimos ao final da primeira janela de transferência, concluída em abril, e nos últimos meses.
"Desses 20 jogadores que saíram, a gente trabalhou o máximo possível para diminuir o custo com eles. O jogador, quando tu contrata, é um investimento, mas quando ele não está servindo, ele vira custo", destacou o executivo de futebol do clube, Luís Vagner Vivian, em entrevista exclusiva ao O Liberal na última semana.
Entre as saídas do elenco, estão jogadores que foram titulares em boa parte do primeiro semestre, como o volante Patrick de Paula e os atacantes Diego Hernandez e Alef Manga. Os dois primeiros, inclusive, viram os contratos serem encerrados ao final do período de empréstimo, enquanto o terceiro entrou em acordo para a rescisão após polêmica com o zagueiro Marllon.
Outro nome de destaque na lista é o volante Pavani, negociado em definitivo com o Ceará. Além dos citados, a relação de dispensados do Remo teve ainda os "importados" Cantillo, Nico Ferreira, Panagiotis, Cufré e Rafael Monti.
"Diminuiu (os custos) na base de R$ 12 milhões de rescisões de contrato, diminuiu o custo do clube", revelou.