O Remo quitou mais de dez processos cíveis durante a atual gestão, comandada pelo presidente Antônio Carlos Teixeira, o Tonhão. A informação foi divulgada pelo diretor jurídico do clube, Gustavo Fonseca, em entrevista ao programa Liberal+ Notícias desta quarta-feira (7). Segundo ele, além das ações encerradas, outras dívidas antigas foram renegociadas.
A sequência de pagamentos, de acordo com o dirigente, ajudou a reduzir de forma significativa o passivo cível acumulado pelo clube. Uma dívida que chegou a ficar entre R$ 15 milhões e R$ 16 milhões, segundo Gustavo, atualmente está abaixo de R$ 6 milhões.
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“Uma dívida que chegou a R$ 15 milhões, R$ 16 milhões há alguns anos, hoje não alcança R$ 6 milhões. Acredito que nos próximos anos vamos quitá-la. Todos esses valores são amortizados nos processos para não ficar uma conta eterna. Só nessa gestão do Tonhão quitamos mais de 10 processos, fora os renegociados.”
Segundo Gustavo, os valores são pagos e amortizados diretamente nos processos judiciais, evitando que as obrigações antigas permaneçam indefinidamente no passivo do clube. A expectativa da direção jurídica é continuar reduzindo esse montante nos próximos anos.
Na área trabalhista, Gustavo afirmou que o Remo atualmente não possui débitos pendentes, embora ainda existam cerca de três ou quatro ações em andamento. Segundo ele, esses processos não resultaram em condenações contra o clube.
Patrimônio
A redução do passivo ocorre paralelamente ao crescimento do patrimônio líquido do Remo. O clube encerrou 2025 com R$ 281,6 milhões, mais que o dobro dos R$ 138,8 milhões registrados no ano anterior. O crescimento foi de 102,9%.
O valor coloca o Remo entre os maiores patrimônios da Série A. Levantamento publicado pelo ge com base nos balanços dos clubes apontou o Leão como o oitavo maior patrimônio líquido entre as equipes da elite consideradas no estudo.
Apesar do crescimento patrimonial, o balanço de 2025 ainda registra obrigações financeiras. Entre elas estão R$ 12,24 milhões em parcelamentos tributários de longo prazo, R$ 2,37 milhões em empréstimos e financiamentos e R$ 3,76 milhões em acordos judiciais e extrajudiciais.
Gustavo atribuiu a melhora financeira a um processo construído ao longo de diferentes administrações e que, segundo ele, vem apresentando resultados mais concretos na atual gestão.
“Hoje o endividamento do clube, na Série A, é um dos cinco com menos dívidas. Nosso patrimônio líquido é um dos maiores, porque nossa dívida é pequena. Muitas pessoas do clube colaboraram para isso e hoje colhemos os frutos.”
