O risco de rebaixamento do Remo para a Série B chegou a 97,8%, segundo levantamento do Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na vice-lanterna do Campeonato Brasileiro, com 25 pontos, o Leão entra em campo neste domingo (18), contra o Red Bull Bragantino, no Mangueirão, pressionado pela necessidade de voltar a vencer para manter viva a esperança de permanência na elite nacional.
Na rodada passada, o time azulino empatou por 0 a 0 com o Vasco, em São Januário, e ampliou para 12 partidas a sequência sem vitórias na competição. Nesse período, foram cinco empates e sete derrotas. O último triunfo remista ocorreu diante do Vitória, por 2 a 0, na 20ª rodada, em julho deste ano.
A situação na tabela torna a missão ainda mais difícil. O Remo ocupa a 19ª posição, com sete pontos a menos que o Corinthians, primeiro time fora da zona de rebaixamento. O Internacional abre o Z4, também com 32 pontos, mas com uma vitória a menos. O Mirassol, em 15º, tem 33 pontos. Na outra ponta da zona de degola, a Chapecoense é a lanterna, com 18 pontos, e apresenta risco de queda de 99,94%, conforme o estudo da UFMG.
O levantamento aponta que o Grêmio tem 63,6% de probabilidade de rebaixamento, enquanto o Internacional aparece com 49,2%. O Corinthians registra 41,9%, e o Mirassol, 23,9%. Os números mostram que a disputa contra a queda ainda envolve outras equipes, mas o Remo precisa reagir para diminuir a distância em relação aos concorrentes.
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O próximo adversário azulino, o Bragantino, ocupa a nona colocação, com 40 pontos. A partida no Mangueirão representa mais uma oportunidade para o Leão interromper o jejum e tentar reduzir a pressão na reta final do campeonato.
As projeções de pontuação da UFMG também dimensionam o tamanho do desafio. Segundo os dados apresentados, terminar a competição com 39 pontos representa 95,102% de probabilidade de rebaixamento. Com 38, o índice sobe para 99,611%, enquanto alcançar 37 pontos corresponde a 100% de risco. Mesmo com 40 pontos, a possibilidade de queda ainda é de 83,317%. Já com 41, o percentual cai para 62,044%.
Diante desse cenário, o Remo precisa transformar os empates em vitórias e recuperar o desempenho que permitiu superar o Vitória no primeiro turno. Com a permanência cada vez mais ameaçada pelos números, cada rodada passa a ter peso decisivo para o clube paraense.

