O Remo chegou a 12 jogos consecutivos sem vencer na Série A do Campeonato Brasileiro, mas o técnico Thiago Carpini identificou sinais de evolução na equipe após o empate sem gols com o Vasco, neste sábado (10), em São Januário, no Rio de Janeiro. Com cinco empates e sete derrotas na sequência negativa, o Leão permanece na vice-lanterna, com 25 pontos, e precisa reagir para seguir na luta contra o rebaixamento.
Apesar de reconhecer que o resultado ficou aquém da necessidade azulina, Carpini valorizou o desempenho coletivo e a organização defensiva apresentada diante de um adversário que vive bom momento na temporada. Para o treinador, os últimos jogos indicam uma mudança de postura que precisa ser acompanhada por resultados positivos.
“Eu gostei da maneira que a equipe se comportou, da maneira que a equipe competiu. Eu acho que esse é o caminho que a gente tem que seguir para sobreviver a cada jogo”, avaliou.
O comandante remista também ressaltou o pouco tempo de trabalho para implementar suas ideias. Segundo ele, o período após a Data Fifa permitiu conhecer melhor o elenco e buscar alternativas para aproveitar as características dos jogadores. Na avaliação do técnico, o Remo já apresenta uma identidade mais competitiva, especialmente nos confrontos contra Grêmio e Vasco.
“Eu acho que a chave já foi virada a partir do momento que a gente criou uma identidade. Uma equipe aguerrida, competitiva, que não desiste em momento algum da partida, que entrega seu melhor em cada lance”, afirmou.
Falta transformar atuação em vitória
Se a organização defensiva foi um dos pontos positivos em São Januário, a produção ofensiva ainda preocupa. O Remo teve poucas oportunidades claras e encontrou dificuldades para acelerar as jogadas e ameaçar o gol adversário. Carpini atribuiu parte do problema às características do elenco, que conta com poucas opções de jogadores capazes de atacar os espaços em velocidade.
“Falta característica para ter velocidade. A gente não tem tantos jogadores de profundidade”, explicou o treinador, que também mencionou o desgaste provocado pela sequência de partidas e pelo deslocamento até o Rio de Janeiro.
VEJA MAIS
Carpini espera que os retornos de jogadores que estavam lesionados, suspensos ou servindo às seleções ampliem as alternativas para a reta final. O técnico citou o atacante Galeano, cuja ausência, segundo ele, fez falta contra o Vasco, além de Edson, Matheus e Tchamba.
O treinador, no entanto, evitou fazer projeções matemáticas sobre a pontuação necessária para escapar do rebaixamento. A prioridade, segundo ele, é recuperar a confiança do grupo e concentrar os esforços no próximo compromisso.
“Acho que a vitória talvez seja agora o divisor de águas. A gente precisa encontrar a primeira”, declarou.
O próximo desafio será contra o Red Bull Bragantino, no dia 18, no Mangueirão, em Belém. Diante da torcida azulina, o Remo terá a oportunidade de encerrar o jejum e buscar três pontos fundamentais na tentativa de deixar a zona de rebaixamento.

