Entre os oito clubes da Série A do Campeonato Brasileiro com salários em dia, o Remo convive com outra dívida no mercado da bola: o pagamento de impostos. O levantamento é da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf), órgão autônomo que integra o escopo do sistema de fair play financeiro brasileiro, apresentado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) neste ano.
Por meio do Painel de Solvência, a Anresf analisa e monitora a situação dos 40 clubes que disputam as Séries A e B do Campeonato Brasileiro. Além dos salários de atletas e funcionários e pagamento de impostos, a empresa observa se os clubes arcaram com as despesas de transferências de atletas e clubes e quais agremiações esportivas estão em processos de recuperação judicial e com planos de credores.
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No quesito pagamento de impostos, o Remo está ao lado de outros 10 clubes da elite do futebol brasileiro com dívidas. O site aponta que este débito específico engloba tributos, contribuições e parcelamentos.
Segundo divulgado pela Anresf, o Remo declarou em 30 de junho deste ano que haviam "dívidas vencidas e não pagas com o poder público", sendo impostos e parcelamentos. Todos os débitos são referentes a este ano.
O levantamento foi feito com base nas declarações feitas pelos clubes ao Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF), referente ao fair play financeiro da CBF. No regulamento, o pagamento dos débitos com o poder público estão previstos no parágrafo I do artigo 47.
A reportagem procurou o diretor jurídico do Remo, Gustavo Fonseca, para esclarecer os dados divulgados pela Anresf. Mas até o momento não tivemos retorno.
Balanço 2025
Em julho deste ano, o Remo divulgou que em 2025 houve um aumento expressivo no valor de patrimônio do clube, alcançando a marca de R$ 281,6 milhões. Os dados foram apresentados pelo clube no dia 31 de dezembro e constam no site da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf).
Ainda de acordo com o relatório divulgado pelo clube à Agência, o clube tem uma dívida total avaliada em R$ 37 milhões. Deste montante, R$ 27 milhões são referentes a débitos trabalhistas, impostos e parcelamentos.
Cerca de R$ 6,5 milhões fazem referência aos empréstimos e demais dívidas feitas pela diretoria azulina.
Outros dois credores são mencionados pela Agência: fornecedores, com dívida na casa de R$ 2,6 milhões, e direito de imagem de atletas, resultando em débito de R$ 800 mil.

