'Não vamos tremer. Com suor, queremos honrar essa torcida', disse o presidente do Paysandu

A tumultuada trajetória do Paysandu em 2019 pode culminar com o acesso à Série B

Nilson Cortinhas

Caso consiga o acesso do Paysandu à Série B, o Paysandu 2019 salvaria as finanças do clube para 2020. Está em jogo, pelo menos, uma cota R$8 milhões, referente ao valor de televisão da Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro. Na Série C, embora exista uma emissora que transmite os jogos com exclusividade, a Confederação Brasileira de Futebol não repassa o valor para os clubes, alegando que já banca viagens e hospedagens.

No meio de todo esse processo de administração do clube, de fazer e refazer contas, está o presidente do Paysandu, Ricardo Gluck Paul, com mandato até o final de 2020. De fato, até o momento, ele não é unanimidade entre os torcedores. A oportunidade de mudar o rumo dessa conversa será neste domingo (08), a partir das 18h, no estádio dos Aflitos, contra o Náutico-PE. "Será um jogo duro. Queremos colocar em prática tudo o que trabalhamos durante o ano. Nós temos chances", projetou Ricardo.

Abaixo, a trajetória, o perfil e até superstição do dirigente que está no meio do furacão chamado Paysandu.

 

 

Críticas

A situação mais problemática da relação com a torcida se deu quando Ricardo entrou em rota de colisão com o treinador João Brigatti, demitido com o time invicto no Campeonato Paraense 2019 - inclusive, com uma vitória de 3 a 0 diante do Remo. Após a saída de Brigatti, o Papão não teve rendimento necessário, acabou eliminado na semifinal do Parazão e as críticas se acumularam.

Ricardo Gluck Paul virou um nome controverso entre os bicolores. A campanha na Série C, que foi irregular, não ajudou. Para se ter uma ideia, o Papão iniciou a competição com Léo Condé, desligado após perder para o Boa Esporte-MG. O início da era Hélio dos Anjos, um nome mais forte, apoiado na invencibilidade que dura 16 jogos, trouxe mais paz ao ambiente da Curuzu.

Perfil 

Ainda há um caminho a ser percorrido. Até então, porém, não há como negar: apesar de lidar com vários momentos difíceis, Gluck Paul nunca se escondeu e sempre esteve à disposição de repórteres. À opinião pública, sempre foi sincero ao retratar os problemas financeiros, oriundo da queda de receita com o rebaixamento da Série B para a C. Em 2019, o Paysandu atrasou salários do elenco e a direção pediu o retorno da torcida a arquibancada.

Superstição 

Por ironia do destino, considerando todo a relação tumultuada com os bicolores, Ricardo mantém uma superstição que está justamente relacionada a torcida. Para o estádio dos Aflitos, ele levará uma bola pequena que ganhou de um torcedor.
"No Re-Pa que ganhamos pelo campeonato estadual, fui para janela. E isso quase que virou um hábito. Um torcedor me deu uma pequena bola amarela. De borracha. Todo jogo levo a bola. Já esqueci em casa e voltei para pegar. É quase que um amuleto. Me faz lembrar da força da torcida. Tem uma energia impressionante".

Estafe

O triunfo contra o Timbu é a prioridade absoluta da diretoria bicolor. Para isso, o clube bancou a ida de toda a estrutura para Recife. Entre jogadores e a comissão técnica, a delegação tem aproximadamente 40 pessoas. O estafe bicolor é liderado pelo presidente, que pede concentração no jogo mais importante do ano. "O sucesso do passado não garante o sucesso do futuro. Nós estamos felizes por ter um sistema defensivo robusto, por exemplo, e precisamos manter no jogo de hoje. Sabemos o que vem pela frente. Existem chances. É um jogo aberto, é o jogo de vida", avaliou.

Gluck Paul elogiou a estrutura emocional e o caráter dos jogadores do atual elenco. "Chegamos bem na questão emocional. Poucas vezes vi um grupo tão forte. De caráter. Com coragem e que não se amedronta. Não vamos tremer. Com suor, queremos honrar essa torcida".

Paysandu
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