Fora do Paysandu após a queda no quadrangular da Série C do Campeonato Brasileiro, o técnico Mazola Júnior conversou com exclusividade com o Grupo Liberal nesta quarta-feira (14). Em pauta, o curto período em que esteve no comando da equipe, que durou apenas quatro partidas e com uma vitória conquistada.
Aos 61 anos, o treinador não conseguiu dar a virada de chave esperada pela diretoria alviceleste e acabou a segunda fase da competição na lanterna do Grupo C com apenas cinco pontos - resultado de dois empate e uma derrota, além de uma vitória.
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Segundo Mazola Junior, apesar do resultado esportivo, o trabalho foi considerado "espetacular". Na visão dele, o Paysandu merecia o acesso à Série B pelo o que foi desenvolvido dentro de campo.
"O trabalho foi espetacular. O resultado não. A leitura que tenho é essa. Pelo o que jogamos, nos quatro jogos (do quadrangular), o Paysandu merecia o acesso (à Série B). Isso é uma opinião unânime", disse ao Grupo Liberal.
Nesta temporada, Mazola Junior comandou o Ituano antes de chegar ao Paysandu. Em números, foram - no total - 40 partidas com 17 vitórias e um aproveitamento de 70% somente na Série C do Campeonato Brasileiro.
Se comparado ao quadrangular da competição, o percentual de aproveitamento do treinador é superior ao de Ferroviária e Inter de Limeira, equipes que conquistaram o acesso à Série B no Grupo C, que estava o Paysandu.
Entretanto, para Mazola Junior isso se torna algo relativo por conta das circunstâncias da competição. Ele ressalta ainda que, se o Paysandu tivesse tido este aproveitamento nas duas rodadas iniciais do quadrangular, ele não teria chegado para assumir o clube, que manteria Júnior Rocha no comando técnico.
"O aproveitamento faria a gente subir? É muito relativo. Se a gente tivesse esse aproveitamento nas duas primeiras rodadas, eu não estaria aqui. Mas o que tivemos nas últimas quatro (rodadas), com certeza estaria entre os dois (classificados à Série B) da chave", finalizou.
Sem Mazola Junior, o Paysandu volta ao mercado em busca de um treinador para 2027. Mas antes, o clube terá um processo eleitoral pela frente. No dia 3 de novembro, os sócios vão às urnas escolher a nova diretoria e conselheiros. Porém, apenas uma chapa está inscrita e tem Marcio Tuma como candidato à reeleição. Para garantir mais dois anos de gestão, ele precisa de 50% + 1 voto para ser reeleito.

