O Paysandu contestou formalmente as decisões da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sobre a última rodada do quadrangular da Série C do Campeonato Brasileiro. Em ofício enviado à entidade e ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no domingo (11), o clube questionou a interrupção de Brusque x Paysandu e Ferroviária x Inter de Limeira, partidas que definiam as vagas de acesso à Série B de 2027.
Assinado pelo presidente bicolor, Márcio Tuma, e pelo gerente jurídico Sílvio Neves Baptista Campos, o documento aponta possíveis irregularidades na condução dos dois confrontos e solicita esclarecimentos, relatórios oficiais e documentos relacionados às decisões tomadas durante a rodada.
A informação foi divulgada inicialmente pela apresentadora Giordana Krumpanzer e confirmada pelo Núcleo de Esportes de O Liberal.
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A contestação
A principal reclamação do Papão envolve as condições de segurança do estádio em Santa Catarina. No sábado (10), Brusque e Paysandu foi interrompido no fim do primeiro tempo, quando a equipe paraense vencia por 1 a 0. A paralisação ocorreu após problemas estruturais na arquibancada destinada à torcida visitante e na estrutura utilizada por um cinegrafista. A partida ficou suspensa por quase duas horas e foi retomada no domingo, com portões fechados.
No ofício, o Paysandu atribui ao Brusque a responsabilidade pelas condições de segurança do estádio e defende que o caso seja analisado à luz dos artigos 203 e 211 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que tratam, respectivamente, da suspensão ou não realização de partidas e das condições de infraestrutura nos estádios.
Paysandu questiona paralisação de jogo dos paulistas
Outro ponto contestado pelo clube é a interrupção de Ferroviária x Inter de Limeira, em Araraquara (SP). O confronto também foi paralisado no intervalo e retomado no domingo, em horário ajustado para acompanhar a conclusão da partida do Paysandu.
A CBF justificou a decisão com base na necessidade de preservar a igualdade de condições entre os clubes da mesma chave, já que os resultados dos dois jogos estavam diretamente relacionados à definição das vagas de acesso. A entidade determinou que os confrontos fossem concluídos simultaneamente.
O Paysandu, porém, argumenta que a regra de simultaneidade não autorizaria a interrupção de uma partida que, segundo o clube, transcorria normalmente. Para o departamento jurídico bicolor, a decisão poderia permitir que Ferroviária e Inter de Limeira disputassem o restante do confronto conhecendo o resultado final do jogo do Papão.
O documento também informa que o clube pretende apurar se houve particip ação de alguma das equipes paulistas na interrupção da partida. Caso sejam identificados elementos que indiquem irregularidade, o Paysandu afirma que poderá solicitar a aplicação de W.O. no confronto.
Papão pede documentos e responsabilização
Entre as solicitações apresentadas à CBF e ao STJD estão o fornecimento de laudos de segurança, relatórios oficiais das duas partidas e esclarecimentos sobre quem determinou a interrupção de Ferroviária x Inter de Limeira e quais fundamentos foram utilizados.
O Paysandu também pretende buscar a responsabilização do Brusque pelas condições de segurança do estádio. O clube defende que a situação seja submetida à análise da Justiça Desportiva para eventual aplicação das sanções cabíveis.
O documento formaliza a contestação das decisões, mas não representa uma determinação de entrega de pontos ao Paysandu nem garante eventual punição aos adversários. Qualquer sanção dependerá da análise dos órgãos competentes.
Partida terminou sem acesso
A contestação foi apresentada após o encerramento dos confrontos. No domingo (11), Brusque e Paysandu empataram por 1 a 1, enquanto a Ferroviária venceu a Inter de Limeira por 2 a 0. Com os resultados, as duas equipes paulistas garantiram o acesso à Série B de 2027, enquanto bicolores e catarinenses permaneceram na Série C.

