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Nocaute na Violência chega à 66ª edição com novas modalidades e foco na formação de jovens

Projeto criado por Zezé do Boxe completa 14 anos e leva programação esportiva a Abaetetuba; além do boxe, iniciativa passa a abrir espaço para outras modalidades

O Liberal

18 de agosto de 2026 às 17:42

( Foto: Divulgação / Ass. Zezé do Boxe )

O projeto Nocaute na Violência chega à 66ª edição com uma novidade que pretende ampliar o alcance da iniciativa: a inclusão de novas modalidades esportivas na programação. Criado há 14 anos pelo treinador Zezé do Boxe, o projeto, que começou com quatro academias na Praça Batista Campos, em Belém, reúne atualmente mais de 115 academias de diferentes estados e chega a Abaetetuba no próximo dia 28.

A programação será realizada a partir das 16h30, na Praça do CEU, no bairro São Sebastião, dentro das comemorações pelo aniversário de Abaetetuba e pelos 14 anos do Nocaute na Violência, que serão completados em 12 de setembro.

Segundo Zezé, a expansão para outras modalidades representa uma nova etapa para o projeto, que nasceu com o boxe como ferramenta de inclusão e combate à violência.

“O Nocaute na Violência não vai ficar somente com o boxe. Vamos também trazer outras modalidades esportivas. Todos que fazem parte de projetos sociais e que queiram trabalhar no combate à violência, preparando cidadãos, podem fazer parte do Nocaute.”

Em Abaetetuba, a primeira experiência com a ampliação já terá, além do boxe, o muay thai. A ideia é reunir atletas, academias e projetos sociais em torno de uma proposta que utiliza o esporte como instrumento de convivência, disciplina e oportunidade.

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Do combate à violência à formação de atletas

A história do Nocaute na Violência começou há 14 anos, depois de Zezé acompanhar uma notícia sobre a morte de um jovem durante uma briga em um estádio de futebol. A partir daquele episódio, surgiu a ideia de utilizar o esporte como ferramenta de conscientização e prevenção da violência.

“O esporte é inclusão social, integração, não violência. Desde aí eu criei o Nocaute na Violência para conscientizar os jovens de que o esporte é isso: nada de violência.”

O projeto cresceu desde então e passou a receber academias não apenas do Pará, mas também de outros estados e regiões. Há participantes da Bahia, Espírito Santo, Santa Catarina, Maranhão, Amazonas, Amapá, entre outros locais.

William Coutinho (E) Campeão Brasileiro peso pesado, fruto do Nocaute na Violência. (Igor Mota / O Liberal)
William Coutinho (E) Campeão Brasileiro peso pesado, fruto do Nocaute na Violência. (Igor Mota / O Liberal)

Para Zezé, um dos principais resultados está justamente na possibilidade de oferecer aos jovens um caminho dentro do esporte. O projeto já revelou atletas que chegaram à Seleção Brasileira e a competições internacionais, além de campeões nacionais, como o paraense William Coutinho, campeão brasileiro de boxe na categoria peso-pesado.

“O esporte pode resgatar esses jovens e adolescentes e mostrar que eles podem ter um futuro. Já tivemos atletas que saíram do Nocaute, chegaram à Seleção Brasileira, disputaram Olimpíadas e tivemos também campeão brasileiro. Isso mostra que existe uma oportunidade de construir uma carreira brilhante por meio do esporte.”

Profissionais também terão espaço

Outra novidade anunciada por Zezé para a próxima etapa do projeto é a realização de eventos voltados exclusivamente para atletas profissionais que tenham passado pelo Nocaute na Violência.

A proposta é criar uma espécie de continuidade para quem começou nas atividades sociais e posteriormente alcançou nível competitivo mais elevado.

“No próximo ano teremos como novidade o Nocaute da Violência só de profissionais. Quem participa do Nocaute vai poder participar como profissional também, para a gente tentar descobrir novos talentos e ajudar esses jovens a construir uma carreira.”

A expansão também pretende aproximar outros projetos sociais que utilizam o esporte como ferramenta de transformação. A ideia é fazer com que o Nocaute funcione como uma plataforma de integração entre diferentes modalidades, academias e atletas.

Élida Guimarães, Zé Carlos "Maizena" e Lu Pontes, organizadores do Nocaute na Violência. (Divulgação / Nocaute na Violência)
Élida Guimarães, Zé Carlos "Maizena" e Lu Pontes, organizadores do Nocaute na Violência. (Divulgação / Nocaute na Violência)

Apoio e organização em Abaetetuba

Ao longo dos 14 anos, o projeto contou com a participação e o apoio de diversas autoridades e personalidades. Entre os nomes citados por Zezé estão o desembargador Leonam Cruz, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Nelson Chaves e o deputado Iran Lima, que acompanhou o início da iniciativa na Praça Batista Campos.

O projeto também recebe o apoio do desembargador federal Rubens Rollo de Oliveira e do procurador federal Alan Mansour, que, segundo Zezé, costumam prestigiar as atividades quando estão em Belém.

Em Abaetetuba, a organização da 66ª edição está sendo coordenada por Wagner Sena, responsável pela mobilização local e pela estrutura necessária para receber atletas e participantes.