O projeto Nocaute na Violência chega à 66ª edição com uma novidade que pretende ampliar o alcance da iniciativa: a inclusão de novas modalidades esportivas na programação. Criado há 14 anos pelo treinador Zezé do Boxe, o projeto, que começou com quatro academias na Praça Batista Campos, em Belém, reúne atualmente mais de 115 academias de diferentes estados e chega a Abaetetuba no próximo dia 28.
A programação será realizada a partir das 16h30, na Praça do CEU, no bairro São Sebastião, dentro das comemorações pelo aniversário de Abaetetuba e pelos 14 anos do Nocaute na Violência, que serão completados em 12 de setembro.
Segundo Zezé, a expansão para outras modalidades representa uma nova etapa para o projeto, que nasceu com o boxe como ferramenta de inclusão e combate à violência.
“O Nocaute na Violência não vai ficar somente com o boxe. Vamos também trazer outras modalidades esportivas. Todos que fazem parte de projetos sociais e que queiram trabalhar no combate à violência, preparando cidadãos, podem fazer parte do Nocaute.”
Em Abaetetuba, a primeira experiência com a ampliação já terá, além do boxe, o muay thai. A ideia é reunir atletas, academias e projetos sociais em torno de uma proposta que utiliza o esporte como instrumento de convivência, disciplina e oportunidade.
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Do combate à violência à formação de atletas
A história do Nocaute na Violência começou há 14 anos, depois de Zezé acompanhar uma notícia sobre a morte de um jovem durante uma briga em um estádio de futebol. A partir daquele episódio, surgiu a ideia de utilizar o esporte como ferramenta de conscientização e prevenção da violência.
“O esporte é inclusão social, integração, não violência. Desde aí eu criei o Nocaute na Violência para conscientizar os jovens de que o esporte é isso: nada de violência.”
O projeto cresceu desde então e passou a receber academias não apenas do Pará, mas também de outros estados e regiões. Há participantes da Bahia, Espírito Santo, Santa Catarina, Maranhão, Amazonas, Amapá, entre outros locais.

Para Zezé, um dos principais resultados está justamente na possibilidade de oferecer aos jovens um caminho dentro do esporte. O projeto já revelou atletas que chegaram à Seleção Brasileira e a competições internacionais, além de campeões nacionais, como o paraense William Coutinho, campeão brasileiro de boxe na categoria peso-pesado.
“O esporte pode resgatar esses jovens e adolescentes e mostrar que eles podem ter um futuro. Já tivemos atletas que saíram do Nocaute, chegaram à Seleção Brasileira, disputaram Olimpíadas e tivemos também campeão brasileiro. Isso mostra que existe uma oportunidade de construir uma carreira brilhante por meio do esporte.”
Profissionais também terão espaço
Outra novidade anunciada por Zezé para a próxima etapa do projeto é a realização de eventos voltados exclusivamente para atletas profissionais que tenham passado pelo Nocaute na Violência.
A proposta é criar uma espécie de continuidade para quem começou nas atividades sociais e posteriormente alcançou nível competitivo mais elevado.
“No próximo ano teremos como novidade o Nocaute da Violência só de profissionais. Quem participa do Nocaute vai poder participar como profissional também, para a gente tentar descobrir novos talentos e ajudar esses jovens a construir uma carreira.”
A expansão também pretende aproximar outros projetos sociais que utilizam o esporte como ferramenta de transformação. A ideia é fazer com que o Nocaute funcione como uma plataforma de integração entre diferentes modalidades, academias e atletas.

Apoio e organização em Abaetetuba
Ao longo dos 14 anos, o projeto contou com a participação e o apoio de diversas autoridades e personalidades. Entre os nomes citados por Zezé estão o desembargador Leonam Cruz, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Nelson Chaves e o deputado Iran Lima, que acompanhou o início da iniciativa na Praça Batista Campos.
O projeto também recebe o apoio do desembargador federal Rubens Rollo de Oliveira e do procurador federal Alan Mansour, que, segundo Zezé, costumam prestigiar as atividades quando estão em Belém.
Em Abaetetuba, a organização da 66ª edição está sendo coordenada por Wagner Sena, responsável pela mobilização local e pela estrutura necessária para receber atletas e participantes.
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