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Futebol sem fronteiras: Refugiados venezuelanos participam de campeonato de másters da Tuna

Competição tem servido de oportunidade para que venezuelanos de toda Belém possam se reencontrar e fortalecer os laços com o país de origem.

Caio Maia / O Liberal

A paixão pelo futebol ultrapassa fronteiras. Foi pensando nisso que a Tuna Luso Brasileira apostou em uma ideia interessante. Neste ano, refugiados venezuelanos participam do campeonato interno do clube, na categoria máster. Além de uma oportunidade de integrar os imigrantes, a competição tem servido de oportunidade para que venezuelanos de toda Belém possam se reencontrar e fortalecer os laços com o país de origem.

De acordo com o benemérito da Tuna e organizador do campeonato, Rui Pinheiro, atualmente os venezuelanos compõe uma equipe, batizada com o nome da etnia indígena que eles pertencem: Warao. Eles participam da competição com outras três equipes. Apesar da grande maioria dos atletas não se conhecerem, Rui garante que eles compartilham o mesmo sentimentos, que é a paixão pelo futebol.

"Foi um pedido de várias entidades governamentais. A Tuna Luso Brasileira está fazendo a sua parte nesse momento. Um dos nossos sócios trabalha no acolhimento dos indígenas e indicou a presença deles aqui. Esse momento ajuda na integração dos indígenas, pra que eles componham a nossa sociedade, por meio do futebol", disse Rui.

Futebol em toda vida

Como toda equipe que se preze, o time Warao tem o capitão. Jhonny Riva, nascido em Tucupita, diz que joga como lateral-direito e revela uma grande paixão pelo esporte. Segundo ele, o futebol não é novidade em sua vida. Desde a Venezuela, Jhonny disse que já jogava, mas de forma amadora.

"Tínhamos uma equipe Warao na Venezuela. Nos jogávamos em várias oportunidades e chegamos até ser campeões em um campeonato local. Então, é muito importante termos uma equipe Warao aqui também, pra que a gente conserve nossas raízes", disse o indígena.

Jhonny Riva, nascido em Tucupita, é o capitão do time e joga como lateral-direito (Cristino Martins/O Liberal)

Quando perguntado sobre o clube do coração, Jhonny não titubeou: Tucanes Amazônia, equipe da segunda divisão do Campeonato Venezuelano. No entanto, sobre o futebol local, o lateral preferiu não falar. Segundo ele, ainda falta conhecer mais o futebol paraense para escolher um clube.

"Quando cheguei aqui não tinha televisão e não conhecia muito do português, então era difícil conhecer as equipes daqui. Espero que agora possa ficar mais próximo do futebol local e, assim, escolher minha equipe".

Trajetória longa

Jhonny conta que o trajeto da cidade de Tucupita, na Venezuela, até Belém foi bastante duro. Para se livrar da crise econômica no país andino, Jhonny veio até o Pará por meio de caronas, dadas por motoristas na estrada. Durante a viagem, apenas uma coisa o motivava: reencontrar o pai, que não via há cinco anos.

"Estou aqui há um ano e sete meses, mas meu pai já morava aqui há alguns anos. Ele me ligou e disse pra eu vir pra cá. Disse que aqui tudo era mais tranquilo. Agora estamos conseguindo viver melhor. Vivemos de aluguel e temos uma barraca de comida", disse Jhonny.

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