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Especialista alerta sobre exagero no uso de telas na infância

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que crianças menores de 2 anos não sejam expostas a telas

O Liberal
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Ficar sentado ou deitado mexendo no celular ou tablet é uma rotina que sobrecarrega o corpo. Com as mudanças geracionais na forma de brincar, que está cada vez mais voltada para as telas e menos para o movimento, as crianças acabam adotando uma rotina repleta de hábitos inadequados, que sobrecarregam o corpo, especialmente durante as férias. 

Um exemplo é a meta-análise do estudo Health Behaviour in School-aged Children (HBSC), publicada no Journal of Pain, que indica uma tendência preocupante de crescimento para a dor nas costas entre adolescentes: em 2002, 18% sofriam com o problema, percentual que cresceu para 22% em 2018. Atualmente, dados do CETIC.br, a partir da pesquisa TIC Domicílios 2023, indicam que 23% das crianças com menos de 6 anos já haviam utilizado a internet em 2024, contra 11% em 2015, evidenciando um crescimento significativo do contato com telas ainda na primeira infância. Um sinal de que os hábitos e a convivência com dispositivos digitais se tornam cada vez mais comuns. 

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A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que crianças menores de 2 anos não sejam expostas a telas. Entre 2 e 5 anos, o uso deve ser limitado a até uma hora por dia; de 6 a 10 anos, a até duas horas diárias; e, entre 11 e 18 anos, o tempo de tela não deve ultrapassar três horas por dia, considerando televisão e videogames. Ultrapassar esses limites pode resultar em dores e outras complicações, alerta o fisioterapeuta e coordenador do curso de Fisioterapia da Wyden, Rafael Marinho. 

O especialista explica que, entre as queixas mais comuns de crianças e adolescentes, estão dores repentinas nas costas e desconforto na região torácica. “Paralelamente a isso, esses jovens podem apresentar dificuldade respiratória, devido à rigidez da caixa torácica, ou até desconforto na região do estômago, já que essa estrutura pode acabar comprimindo órgãos”, complementa Rafael, reforçando a necessidade de atenção redobrada e da adoção de medidas para mudança de hábitos, caso os sinais sejam identificados. 

Hábitos ruins 

O tempo excessivo em frente às telas pode significar longos períodos em posição estática, sobrecarregando a região lombar e a cervical. Além disso, a posição curvada ao mexer nos dispositivos eletrônicos exige esforço excessivo da região torácica, dos ombros e do pescoço. Rafael também chama atenção para as mãos, já que o uso de computadores, videogames, celulares e outros dispositivos demanda bastante dessa parte do corpo, principalmente dos polegares e do punho. 

Para o período de férias, o fisioterapeuta recomenda reduzir e equilibrar o tempo que crianças e adolescentes passam em frente aos games e ao celular, além de incentivar atividades que promovem movimento e gasto de energia.

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