O uso do LinkedIn como ferramenta de busca por emprego segue em crescimento no Brasil e no mundo. Com mais de 1 bilhão de usuários em mais de 200 países, a plataforma se consolidou como uma das principais redes profissionais para recrutamento e conexões de carreira. Segundo dados divulgados pela empresa, cerca de 65 milhões de pessoas acessam semanalmente a área de vagas da plataforma. O LinkedIn registra ainda 140 candidaturas por segundo e seis contratações por minuto. Além disso, são enviadas, em média, 20 mensagens por segundo relacionadas a oportunidades de trabalho. Apesar do volume de interações, especialistas apontam que o contato direto com recrutadores exige estratégia, objetividade e personalização para aumentar as chances de resposta. VEJA MAIS Vídeos sobre demissão viralizam nas redes sociais; especialistas alertam para os riscos Recrutadores avaliam que a forma como o desligamento é compartilhado pode influenciar futuras oportunidades profissionais Como usar o LinkedIn para conseguir emprego? Veja dicas para se destacar na plataforma Levantamento aponta que a rede registra cerca de seis contratações por minuto no mundo Especialistas da área de recrutamento recomendam que os candidatos pesquisem previamente o perfil do recrutador e tenham uma vaga específica em mente antes de iniciar o contato. Mensagens muito longas ou copiadas para diversos profissionais tendem a ser ignoradas. Outro ponto destacado é o impacto do comportamento digital na avaliação dos profissionais. Segundo especialistas, a forma como o candidato se posiciona nas redes sociais também influencia processos seletivos e conexões profissionais. Personalização e clareza fazem diferença A psicóloga corporativa e psicoterapeuta Renata Dolzane afirma que um dos erros mais comuns dos candidatos é o envio de mensagens genéricas e pouco objetivas aos recrutadores. “Excesso de informalidade, falta de clareza e erros de português comprometem o primeiro contato. A mensagem precisa transmitir profissionalismo”, explica. Segundo ela, abordagens personalizadas costumam gerar melhor percepção por parte dos recrutadores. “O diferencial está na personalização. Quando o candidato demonstra conhecer a empresa e conecta suas competências à vaga, a abordagem se torna mais estratégica e relevante”, destaca. Renata também ressalta que o comportamento nas redes sociais influencia diretamente a imagem profissional dos candidatos. “As redes sociais refletem posicionamento, responsabilidade e alinhamento cultural do candidato”, afirma. Para quem ainda não possui experiência profissional, a recomendação é destacar competências comportamentais, capacidade de aprendizado, cursos e iniciativas pessoais que demonstrem potencial. “A comunicação escrita é decisiva. Mensagens claras, organizadas e profissionais podem influenciar a continuidade do candidato no processo seletivo”, completa. Dicas para abordar recrutadores • Pesquise recrutadores ligados à sua área de atuação e procure profissionais que trabalhem com vagas compatíveis com sua experiência e objetivos profissionais; • Personalize a mensagem e evite textos genéricos ou copiados. Demonstrar que conhece a empresa e a vaga pode aumentar as chances de resposta; • Mostre interesse em uma oportunidade específica e explique de forma breve por que seu perfil se encaixa na função; • Mantenha a mensagem curta, objetiva e profissional, já que recrutadores recebem centenas de contatos diariamente; • Revise ortografia, informações do perfil e currículo antes de iniciar o contato. Erros de português e dados desatualizados podem prejudicar a imagem profissional; • Evite excesso de informalidade e preserve uma comunicação clara, educada e direta desde as primeiras frases; • Destaque competências, resultados, cursos e experiências relevantes, principalmente aquelas relacionadas à vaga desejada; • Candidatos sem experiência podem valorizar projetos pessoais, trabalhos acadêmicos, capacidade de aprendizado e competências comportamentais; • Faça acompanhamento com educação e paciência caso não receba resposta imediata, evitando insistência excessiva ou cobranças ao recrutador. *Thaline Silva, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Keila Ferreira, coordenadora do núcleo de Política e Economia