Desvio de função? Saiba se os funcionários são obrigados a gravar 'trends' e vídeos para a empresa
Essa prática costuma ter o propósito de atrair clientes, divulgar promoções e viralizar na internet
Se você costuma passar muito tempo nas redes sociais, já deve ter visto o vídeo de algum funcionário fazendo uma trend para sua empresa com o intuito de atrair clientes ou chamar a atenção. Mas algumas perguntas podem surgir nesses cenários: será que a gravação de um vídeo para rede social classifica-se como um desvio de função? O funcionário é obrigado a gravar? A resposta simples é que os funcionários não são obrigados a produzir conteúdos se essa função não fizer parte de seu contrato. Entenda mais e saiba os direitos dos trabalhadores.
Em entrevista ao G1, o professor Paulo Renato Fernandes, do curso de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV) confirma que o caso se trata de um desvio de função.
“Quando há desvio de função, o empregado tem direito a receber um adicional. Além disso, há a questão do direito de imagem, que é garantido por lei e precisa ser autorizado. Nesse caso, também é possível solicitar indenização pelo uso da imagem”, explicou o especialista.
Contudo, no caso de o funcionário se disponibilizar para gravar vídeos para a empresa, essa prática pode ser permitida desde que o proprietário do negócio faça uma autorização por escrito para o uso de imagem, com o objetivo de especificar até onde os vídeos serão exibidos na internet.
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Microinfluenciadores são uma opção no mercado
Para as empresas, uma boa opção, em vez de utilizar os próprios funcionários para a gravação de vídeos, é convidar microinfluenciadores locais para fazer as famosas "trends" do TikTok ou de outras redes sociais. De acordo com a especialista em relacionamento digital Tainá Alves, os pequenos influenciadores costumam gerar, inclusive, até mais retorno do que os influencers mais famosos da internet.
“Se o empreendedor não tiver interesse, perfil ou aptidão para aparecer, e nenhum colaborador quiser participar da produção de conteúdo, é possível contratar microinfluenciadores. Eles criam comunidades autênticas e engajadas, formadas por pessoas realmente interessadas nos temas que tratam. Por isso, é fundamental pesquisar e escolher microinfluenciadores alinhados ao perfil do negócio", disse Tainá Alevs ao portal G1.
(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web em Oliberal.com)
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