Nas eleições de 2024 deste último domingo (6), os eleitores de Ananindeua, no Pará, reelegeram Dr. Daniel à prefeitura do município e escolheram 25 vereadores para compor o novo pleito da Câmara Municipal.
Ainda, um caso excepcional chamou atenção: um candidato foi eleito suplente mesmo sem receber votos. Aldo de Jesus, do partido Democracia Cristã (DC), concorreu ao cargo de vereador, mas obteve 0 votos e ficou como suplente de vereador, segundo divulgação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O que é suplente de vereador?
Os suplentes são aqueles que permanecem à disposição para assumir os cargos dos vereadores eleitos que, por diversos motivos - como renúncia, falecimento, licença médica ou aceitação de um cargo no Executivo - abandonem suas funções. Além disso, a vacância - termo usado para dizer que o cargo público está desocupado - pode ocorrer devido a decisões judiciais ou se o eleito optar por concorrer após às eleições gerais para cargos como senador ou deputado.
Ao contrário dos suplentes de senador, que disputam na mesma chapa do candidato principal, a lista de suplentes para o Legislativo é formada a partir da lista geral de candidatos nas eleições locais, levando em conta a votação de cada um, assim como o partido e a federação a que pertencem. Na verdade, a vaga de suplente é atribuída ao partido ou à federação.
Para que um partido ou federação tenha um suplente, é necessário que consiga eleger pelo menos um representante. Na prática, todos os candidatos do bloco que não foram eleitos tornam-se possíveis substitutos do eleito, organizados em uma lista conforme a quantidade de votos recebidos. O suplente mais votado dessa lista é convocado para ocupar o cargo vago, não havendo exigência de votação mínima.
Nesse caso, Aldo de Jesus é suplente dos vereadores eleitos Fabricio Miranda, Nathalia Begot e Breno Mesquista.
(*Gabriel Bentes, estagiário de Jornalismo, sob supervisão de Mirelly Pires, editora web de oliberal.com)
