O sistema eletrônico de votação brasileiro é alvo frequente de tentativas de invasão cibernética, mas a infraestrutura de segurança do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem se mostrado intransponível desde a sua implementação. A garantia é de Ana Cláudia Santano, diretora executiva da Transparência Eleitoral Brasil, organização que monitora de perto as etapas de preparação e auditoria dos pleitos no país.
Em entrevista ao Grupo Liberal, a especialista desmistifica a ideia de que o sistema é imune a tentativas de ataque, ressaltando, no entanto, a eficácia das defesas estabelecidas pelos órgãos competentes.
"E não se enganem, os ataques acontecem em todas as eleições e todos foram barrados até hoje, sem comprometer o processo", garante.
Ela destaca que o TSE possui uma equipe de tecnologia dedicada exclusivamente a neutralizar essas ameaças, utilizando diversas camadas de proteção.
Além das barreiras tecnológicas de transmissão dos dados após o encerramento do pleito, a principal virtude do sistema brasileiro, segundo a diretora, é o isolamento dos equipamentos no dia do voto. Como a urna eletrônica não é conectada à internet em momento algum de sua operação regular, os riscos de uma contaminação remota ou alteração na origem dos votos são eliminados.
Para combater a desconfiança que ainda atinge parte do eleitorado, Ana Cláudia reforça que o acesso à informação e a transparência são os melhores caminhos. Ela lembra que etapas cruciais, como a geração de mídias, o lacre e os testes de integridade, são eventos totalmente abertos. "A população tem o direito de saber como o sistema funciona. Todas as etapas de segurança da urna são momentos públicos, então qualquer pessoa pode ir e pode acompanhar", conclui.
Assista à íntegra da entrevista abaixo:
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