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economia

Volta às aulas em julho diminui procura por material escolar em Belém

Papelarias apostam em promoções para aumentar as vendas até o fim do mês

Paula Almeida / Especial para O Liberal

25 de julho de 2025 às 07:00

Sócias-proprietárias de papelaria em Belém comentam movimento

Sócias-proprietárias de papelaria em Belém comentam movimento ( Foto: Carmem Helena )

Com a antecipação do fim das férias escolares em julho na capital paraense, ocasionado pela realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), papelarias de Belém registraram procura mais baixa por itens escolares. A movimentação menor ocorre porque, devido ao evento internacional, houve divisão em dois períodos do recesso em muitas instituições de ensino, com o retorno agora, no meio de julho, em período atípico. O restante do recesso será em novembro, durante a COP 30. 

Em uma papelaria localizada no bairro de Nazaré, em Belém, porém, a expectativa é boa para o novo semestre. “O movimento estava abaixo durante as férias, mas agora, com o retorno dos alunos, a tendência é melhorar”, afirmou Rogéria Couceiro, sócia-proprietária do estabelecimento. Segundo ela, o retorno em julho impactou as vendas no início do mês, mas a perspectiva é de recuperação nas próximas semanas.

Rogéria organizando as canetas da loja
Rogéria organizando as canetas da loja (Carmem Helena)

Na papelaria de Augusta Soares, localizada na Marambaia, a procura pelos itens também está mais baixa. A empresária acredita que muitas famílias ainda estão viajando, curtindo o mês de julho. Ela espera aumento no movimento com a chegada do mês de agosto.

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Itens mais procurados

Entre os produtos que mais têm saído das prateleiras de Rogéria estão as mochilas, estojos e materiais de papelaria voltados para o público infantojuvenil. “As pessoas procuram muito por mochilas. As que vendemos são reforçadas, com alta durabilidade, o que é excelente para crianças que não têm muito cuidado com os materiais. Além de que o custo-benefício compensa bastante”, explicou Márcia Rocha, também sócia da papelaria.

Outros itens com grande procura incluem lancheiras, livros de colorir, canetinhas estilizadas e artigos para pintura, especialmente valorizados por estudantes e profissionais da área das artes. Já na loja de Augusta, os itens mais buscados são canetas, lapiseiras, estojos e mochilas.

Inclusão no atendimento

Itens para crianças com autismo
Itens para crianças com autismo (Carmem Helena)

Outro diferencial destacado por Rogéria e Márcia é a procura por produtos voltados para crianças autistas. “Por eu ter um filho autista, fui em busca de materiais específicos para esse público. Hoje, temos abafadores, quebra-cabeças, cordões com carteirinha de identificação e adesivos, além de uma variedade pensada especialmente para eles”, contou Rogéria.

A loja delas também oferece materiais para alunos em fase de alfabetização, como lápis jumbo, lápis triangulares e canetinhas mais grossas, que facilitam a pegada e o traçado de crianças pequenas. Esses itens são essenciais para os alunos que estão começando agora. Eles ajudam no desenvolvimento motor e dão mais segurança para as crianças desenharem e escreverem.

Itens para crianças em fase de alfabetização
Márcia mostrando itens para crianças em fase de alfabetização (Carmem Helena)

Expectativa de alta nas vendas

Com o calendário escolar retomado e as instituições de ensino exigindo a reposição dos materiais, quando preciso, as papelarias apostam em promoções e produtos diferenciados para conquistar os clientes. “Esperamos que as vendas aumentem agora depois de julho. Já estamos com ofertas e promoções para atrair os clientes e também nos preparando para as próximas datas comemorativas, como o Dia dos Pais, que também alavanca nossas vendas”, afirmou Rogéria.