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FILA

Espera na fila do INSS pode ultrapassar cinco meses para aposentadorias, pensões e auxílios

Hoje, o benefício com o maior tempo de espera é o auxílio-acidente, com 171 dias

O Liberal

4 de agosto de 2023 às 08:52

Os pagamentos do INSS para quem ganha um salário mínimo começam no próximo dia 25 de janeiro

Os pagamentos do INSS para quem ganha um salário mínimo começam no próximo dia 25 de janeiro ( Foto: Thiago Gomes/ O Liberal )

A análise de benefícios do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), como aposentadorias, pensões e auxílios, pode ter um tempo médio de espera de mais de cinco meses no Brasil, segundo a própria entidade informou à GloboNews por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

Atualmente, os benefícios com o maior tempo de espera são o auxílio-acidente, com 171 dias; a pensão por morte em acidente de trabalho, com 169 dias; e o auxílio-reclusão, com 166 dias.

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Uma decisão do Supremo Tribuna Federal (STF) estabelece que o tempo de espera deve ser de até 45 dias a partir da apresentação de documentação. Para isso, o Ministério da Previdência criou o Programa de Enfrentamento à Fila da Previdência Social, que prevê o pagamento de bônus para servidores e peritos que fizerem análises e atendimentos extras.

Antes da medida, não era permitido o pagamento por horas extras de trabalho para essas categorias. A adesão ao programa, no entanto, é voluntária e, segundo os servidores do INSS, deve ser baixa. Isso porque os médicos peritos e servidores que fazem análise de documentações não concordam com os critérios de recebimento desse bônus.

Uma das coisas que a portaria estabelece, por exemplo, é que servidores que trabalham em regime 100% home office que quiserem aderir ao programa, primeiro devem cumprir uma meta 30% maior que a atual. Só a partir disso, eles passam a receber R$ 68 por análises extras.

Descontente com a portaria, que prevê pagamento de R$ 75 por perícias extras, a Associação Nacional dos Peritos Médicos (ANMP) diz que, atualmente, a meta dos peritos é de 12 atendimentos por dia. Segundo a ANMP, esse número foi uma conquista de anos de luta para conseguir atender a população com qualidade.

O objetivo da Medida Provisória que estabelece o novo programa é tentar mitigar os efeitos da falta de servidores no INSS. Atualmente, são 2,9 mil peritos em atividade no Brasil, número insuficiente, segundo o próprio Ministério da Previdência, para dar conta da demanda do país.

O Ministério afirma, em nota, que não tem um balanço da adesão de servidores ao programa até o momento e reforça que a participação é facultativa. E dados do Portal da Transparência do Ministério da Previdência apontam que, em junho, cerca de 600 mil brasileiros aguardavam perícia médica e quase 1,2 milhão esperam análise administrativa.