O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) reúne R$ 18,5 bilhões em investimentos no Pará, distribuídos entre projetos de infraestrutura, mobilidade urbana, energia, indústria, transporte hidroviário e preservação ambiental. O volume de recursos foi destacado por Tereza Campello, diretora socioambiental da instituição, em entrevista ao Grupo Liberal. Entre as iniciativas estão obras de urbanização em Belém, modernização de aeroportos no interior do estado e empreendimentos voltados à transição energética.
Um dos principais destaques é o investimento de R$ 1,5 bilhão na urbanização de áreas periféricas e na recuperação de 12 canais de Belém, em parceria com o Governo do Estado. Campello ressaltou a dimensão do projeto, que, segundo ela, foi o maior do Brasil nessa modalidade.
“Essa urbanização de favelas nesse período se destaca, até porque foi a maior do Brasil. Foram R$ 1,5 bilhão que a gente investiu nos 12 canais que restauramos junto com o Governo do Estado”, afirmou.
A diretora também mencionou os investimentos em mobilidade na capital, que incluem o Canal de Tamandaré, o Terminal Hidroviário da Tamandaré e o terminal internacional. Segundo ela, os aportes nessa área também somam R$ 1,5 bilhão.
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Aeroportos, energia e recuperação florestal estão entre os projetos
Fora da Região Metropolitana de Belém, o BNDES destinou recursos à ampliação, modernização e manutenção dos aeroportos de Santarém, Marabá, Carajás e Altamira. Para Campello, as intervenções devem contribuir para fortalecer a integração aérea dessas cidades com a capital paraense, ampliando as possibilidades de turismo e desenvolvimento econômico.
“Isso vai impactar muito a possibilidade de que a gente tenha uma malha aeroviária articulada com Belém e, portanto, garantindo não só turismo, mas desenvolvimento econômico”, destacou.
Na área de energia, a diretora apontou o investimento de R$ 3,8 bilhões na UTE Portocém, em Barcarena, empreendimento que classificou como estratégico para a transição energética. Outro aporte citado foi o de R$ 221 milhões na Wave Aluminium, subsidiária do Grupo New Wave que atua no beneficiamento sustentável de rejeitos do refino de bauxita.
O financiamento também contempla R$ 160 milhões para o transporte hidroviário de grãos e R$ 960 milhões destinados a projetos de florestas e restauração florestal. Além disso, os investimentos do Fundo Amazônia no estado ultrapassam R$ 700 milhões.
Ao avaliar o conjunto de iniciativas, Campello destacou a diversidade dos setores contemplados e a necessidade de ampliar a infraestrutura para acompanhar o potencial econômico e ambiental do Pará.
“É um pacote enorme. Quando digo que o Pará é uma potência ambiental, essa potência necessita de infraestrutura para que ela possa se desenvolver”, concluiu.
