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Bancários paralisam atividades e protestam em frente as agências por reajuste salarial em Belém

Mobilização ocorreu nesta quinta-feira (20) em meio a movimento nacional da categoria

Gabriel Pires e Gabi Gutierrez
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Como parte de uma mobilização nacional, bancários paraenses realizaram protestos na manhã desta quinta-feira (20), no centro de Belém. Uma das manifestações ocorreu em frente ao Banco do Estado do Pará (Banpará), localizado na avenida Presidente Vargas, no bairro da Campina. Outras mobilizações também foram realizadas em agências bancárias de diferentes pontos da capital paraense. Os manifestantes cobram melhores condições de trabalho e reivindicam reajuste salarial.

Com a paralisação da categoria, agências da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e do Banpará estavam fechadas na manhã desta quinta-feira (20), sem o atendimento de colaboradores e servidores. Alguns clientes ainda tentaram atendimento nesses locais. Além do Banpará, atos foram realizados em outras agências bancárias ao longo da manhã, em Belém. 

Informações já repassada pelo sindicato da categoria no Pará detalham que os bancários pedem 5% de aumento real nos salários e valorização das demais verbas, como Participação nos Lucros e Resultados (PLR), vale-alimentação e vale-refeição, os banqueiros não apresentaram proposta de ganho real. Segundo a categoria, o patrimônio líquido do setor atingiu, em 2025, R$ 1,2 trilhão.

Além disso, a categoria reivindica o fim das metas abusivas; a manutenção do formato atual da PLR, com percentual do salário, parcela fixa e adicional; a manutenção dos direitos conquistados; a manutenção da mesa única, da Convenção Coletiva de Trabalho para toda a categoria e dos direitos já conquistados; a defesa do emprego bancário e dos bancos públicos; e uma distribuição melhor dos ganhos proporcionados pela tecnologia, com o fim do monitoramento excessivo no teletrabalho e a preservação da privacidade dos trabalhadores

De acordo com os bancários, além da questão salarial, eles estão reivindicando que foram impedidos de fazer a mobilização. Na quarta-feira (20), no final da tarde, o Banpará conseguiu uma liminar que exigia 90% do quantitativo do banco funcionando. Segundo a categoria, isso é ilegal. O correto é de 30%. Com isso, praticamente ninguém pôde comparecer ao movimento, de acordo com o relato da categoria no local do ato.

Negociações locais

Segundo informações do Sindicato dos Bancários, no Pará, as negociações também ocorrem de forma específica com o Banco do Estado do Pará (Banpará) e o Banco da Amazônia (Basa).  No Basa, a quinta rodada de negociação apresentou dados sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 2026 e apontou o não atingimento das metas no primeiro trimestre. Até o momento, não haverá distribuição do benefício, já que alguns indicadores de metas ficaram zerados no período, com índice de 0,00. A decisão foi repudiada e rejeitada pelas entidades que representam os trabalhadores durante a negociação.

Já no Banpará, avanços foram registrados nas cinco rodadas realizadas até o momento. Na última reunião, em 12 de agosto, foram apresentados esclarecimentos sobre o adicional de qualificação profissional, houve avanço nas discussões do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e foi concluída a redação do Vale-Cultura.

Atualmente, a qualificação profissional é feita por meio do Programa de Desenvolvimento Educacional do Banpará (PDEB). Como alternativa ao programa, o banco propôs a criação de um adicional de qualificação profissional, com pagamento a partir de 1º de janeiro de 2027.

O adicional será pago durante toda a vida funcional do empregado e terá como base a remuneração, o anuênio e os reflexos legais. O benefício será concedido de forma não cumulativa para cursos oficialmente reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC), desde que tenham relação direta com as áreas de interesse estratégico do banco e com a área de atuação do empregado.

Histórico de negociações

Em nível nacional, a primeira negociação da categoria começou no dia 2 de julho e, desde então, já foram realizadas sete reuniões com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), em São Paulo. A presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará, Tatiana Oliveira, é membro do Comando Nacional dos Bancários, coletivo que representa a categoria nas negociações com os bancos, e acompanha as tratativas.

Na terça-feira (18), ocorreu a oitava rodada de negociação com a Fenaban, um dia após mais de 93,56% da categoria no Pará aprovar a paralisação das atividades na próxima quinta-feira (20), em todo o estado, em rejeição à última proposta apresentada pelos banqueiros.

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