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Sabá, o barman do Cosanostra que ganha o coração dos clientes

Há 36 anos Sabá coleciona amigos e histórias atrás do balcão

Bruna Lima

Ficar atrás de um balcão, distribuir simpatia e boa energia por meio da interação com o público e ainda oferecer os melhores drinks são alguns dos predicados do barman Sebastião Melo de Abreu, 56, mais conhecido como "Sabá" pelos frequentadores do Cosanostra, um dos pubs mais antigos de Belém. Sabá é o ícone que encerra a temporada da série “Personagens da noite” de O Liberal.

Fundado em 1986, o estabelecimento já inaugurou com o Sabá como funcionário, que iniciou como assistente de garçom. Com o passar dos anos, Sabá se apaixonou pela magia da criação e produção dos drinks e passou para a função de barman. Ele diz que o Cosanostra é pioneiro em oferecer drinks diferenciados para os clientes.

"Eu sempre achei interessante esse trabalho da preparação dos drinks, pois é um serviço direto com o público. Enquanto a gente vai preparando, vai conversando e criando laços com os clientes. É uma troca muito boa", avalia.

Mas voltando um pouco para o início da história de Sabá com o Cosanostra, ele diz que tudo começou quando o pub ainda estava em reforma, pois sua mãe tinha uma lanchonete ao lado e no momento em que o estabelecimento se preparava para inaugurar, ele ofereceu seu serviço e foi contratado.

Ao longo dessa trajetória o barman coleciona histórias, amizades e amor pelo trabalho. Durante os 36 anos na função ele diz que não consegue enjoar do que faz, "a melhor coisa da vida é trabalhar em algo que gostamos, quando a gente é feliz no que faz tudo flui da melhor forma", pontua Sabá.

Entre as histórias colecionadas, ele diz que tem para rir e para se emocionar. Um caso engraçado que marcou para o funcionário do Cosanostra foi a de um antigo cliente da casa. "Ele vinha aqui quase todo dia, mas ele tinha uma mesa específica para ficar, era uma mesa que a esposa dele tinha visão lá do apartamento deles. Da janela ela ficava olhando pra ele, se essa mesa estivesse ocupada ele não podia ficar", recorda.

Outra curiosidade desse cliente é que quando ele ia ao banheiro a esposa ligava para o telefone convencional do Cosanostra para saber o paradeiro do marido. "Eu que sempre atendia e dizia que ele estava no banheiro e quando ele retornava eu avisava que a esposa dele tinha ligado", declara Sabá aos risos.

Mas a parceria e a intimidade com os frequentadores do Cosanostra vão para além dos causos. Sabá tem uma eterna gratidão aos amigos que conquistou ao longo da jornada de 36 anos. Teve um momento da sua vida que sua família passou por uma tragédia, a casa onde a mãe e os irmãos moravam, no bairro do Jurunas, pegou fogo e Sabá precisou dar abrigo para 14 pessoas em sua residência. 

"Foi um momento muito difícil, pois até a primeira semana estava tudo bem, mas depois começaram os conflitos, pois a minha esposa estava se sentindo sem privacidade, mas eu não podia deixar minha família na rua. Eu fiquei muito angustiado. Mas vários clientes daqui se mobilizaram e em menos de um ano a casa da minha mãe que era de madeira se transformou em um prédio de alvenaria de três andares. Foi algo que nunca imaginei na minha vida", conta Sabá emocionado.

A amizade de Sabá com os clientes rende em mais conquistas. Outra situação que ele diz que é eternamente grato é com relação a educação que o filho recebeu. “O meu filho sempre estudou em colégios bons graças as amizades que conquistei, pois eles davam a bolsa de estudo de modo integral e, hoje, o meu filho é formado em geografia. Existe investimento maior que esse? E tudo isso graças aos clientes que viraram amigos”, reflete o barman.

A história de vida desse personagem faz valer o ditado “Mais vale um amigo na praça que dinheiro em caixa”.

 

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