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LUTO

Morre Davi Leão, vocalista da banda paraense Red Velvet

A notícia da morte provocou comoção entre músicos, amigos e frequentadores dos shows que acompanhavam o trabalho do cantor

Gabrielle Borhes

15 de setembro de 2026 às 11:51

Modificado em 17 de setembro de 2026 às 08:47

Davi era um dos nomes conhecidos da cena noturna paraense

Davi era um dos nomes conhecidos da cena noturna paraense ( Foto: Reprodução/Redes Sociais/Instagram: @blackdoghenglishpub )

O cantor Davi Leão, conhecido por ser vocalista das bandas Red Velvet e Quadraphonic, morreu na noite deste domingo (13), em Curitiba, no Paraná. O artista sofreu uma parada cardíaca após apresentar um quadro de sepse, condição que havia sido diagnosticada na semana passada.

Davi era um dos nomes conhecidos da cena noturna paraense e ganhou destaque pela atuação nos palcos de Belém. A notícia da morte provocou comoção entre músicos, amigos e frequentadores dos shows que acompanhavam o trabalho do cantor.

Cantor estava em Curitiba para recomeçar a carreira

De acordo com familiares, Davi Leão estava há pouco tempo em Curitiba. O cantor teria se mudado para a capital paranaense com o objetivo de recomeçar a carreira musical.

Segundo informações da família, Davi não sabia que estava doente. Nos últimos dias, porém, o estado de saúde do artista se agravou rapidamente após o diagnóstico de sepse. O quadro evoluiu durante a semana e apresentou uma piora significativa na noite de domingo (13).

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Em Belém, Davi Leão construiu uma trajetória marcada pela presença em casas de shows e eventos da noite paraense. À frente da Red Velvet, banda fundada em 2022, o cantor se tornou uma figura conhecida entre os frequentadores da cena musical da capital. Além da Red Velvet, Davi também integrou a Quadraphonic, ampliando sua participação no circuito musical do Pará.

Repercussão

A notícia da morte repercutiu rapidamente nas redes sociais. Artistas paraenses, amigos e pessoas que acompanhavam os shows de Davi publicaram mensagens de despedida e homenagens ao cantor.

Entre os amigos que lembraram a trajetória do artista está Rafael Mergulhão, músico que trabalhou com Davi em diferentes projetos. Segundo ele, o cantor mantinha uma relação próxima com os profissionais com quem dividia os palcos. “Ele era um cara muito profissional, muito responsável e sempre teve uma ótima relação com os músicos que trabalhou”, afirmou.
 
Mergulhão contou que conheceu Davi antes da formação da Red Velvet. Os dois chegaram a tocar juntos no Quadraphonic e também fizeram apresentações de voz e violão antes da pandemia.  Para o músico, a convivência em diferentes trabalhos permitiu acompanhar de perto a atuação de Davi como artista. “Desde o início a gente percebe o nível elevado dele como músico”, disse.
 
O músico também destacou a relação de Davi com o público.  De acordo com Mergulhão, o cantor tinha facilidade para criar vínculos com quem acompanhava os shows e, por isso, muitos espectadores acabavam se aproximando e mantendo amizade com ele. “Ele tinha um grande círculo de amizade muito por esse jeito dele, muito gente boa, muito amigo e muito carismático”, afirmou.
 
Raoni Joseph, baixista e cinegrafista, também conviveu com Davi nos últimos anos. Ele contou que os dois se conheceram por meio de amigos em comum do cenário musical da noite de Belém. Raoni participou de trabalhos de edição de vídeo e produção audiovisual para a Red Velvet e, posteriormente, passou a dividir os palcos com o cantor.
 
O convite para tocar juntos de forma frequente aconteceu neste ano, feito pelo próprio Davi. A partir daí, os dois trabalharam em bares, casas noturnas e eventos particulares, como aniversários e casamentos. “O Davi era uma pessoa de sorriso fácil, sempre com muitas histórias divertidas para compartilhar com os amigos e outras conversas mais profundas sobre vários assuntos”, relatou Raoni.
 
Raoni também destacou a presença de Davi fora dos palcos e a relação com colegas e público. Segundo ele, ficam da trajetória do artista “o profissionalismo, a dedicação e a paixão pela música”. 

Cremação

A família de Davi pretende realizar a cremação em Curitiba e, posteriormente, trazer as cinzas para Belém. Para ajudar com os custos, familiares e amigos estão realizando uma vaquinha. As contribuições podem ser feitas via Pix, em nome de Beatriz Oliveira, pela chave 04734877211, Banco do Brasil. Mais informações podem ser obtidas com Fernanda Souza, pelo telefone (91) 99827-0643.

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Mirelly Pires, editora web de OLiberal.com)