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Montagem paraense da ópera ‘Il Tabarro’, de Giacomo Puccini, abre o 24° Festival Amazonas de Ópera

O Liberal

“Il Tabarro”, obra de Giacomo Puccini que versa sobre um triângulo amoroso com adultério, assassinato em um cenário de pobreza e cobiça, abre a 24ª edição do Festival Amazonas de Ópera (FAO), nesta sexta-feira (29), no palco do Teatro Amazonas. A obra também vai ser apresentada nos dias 1º e 3 de maio. 

O espetáculo integra a programação do 24º FAO, realizada pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC). A apresentação de Il Tabarro dá início à parceria firmada pelo termo de cooperação técnica denominado Corredor Lírico Cultural, assinado em março deste ano entre a Secretaria de Cultura do Amazonas e o Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura do Pará.

Para Daniel Araújo, diretor do Theatro da Paz, o evento consolida a política pública de geração de emprego e renda, cultura e formação de plateia com um dos mais icônicos festivais do País. “A importância desse termo de cooperação técnica é potencializar a produção operística dos dois Festivais mais antigos do país e possibilitar a coprodução que além de baratear, beneficia ambos os partícipes do convênio, pois torna possível a circulação da produção e abre portas para que se possa trazer mais títulos juntando a expertise de ambos os teatros”, afirmou Daniel Araújo.

Como parte da parceria entre os dois Estados, o Festival de Ópera do Theatro da Paz já concedeu 10 bolsas de capacitação para alunos provenientes do Amazonas, cinco para cantores e outras cinco para técnicos. 

O secretário de Estado de Cultura do Pará, Bruno Chagas, acredita que a consolidação do Corredor Lírico do Norte fortalece o movimento operístico como atividade cultural relevante na geração de emprego e renda e na otimização dos investimentos públicos. “Essa parceria representa mais um passo importante para o Governo do Pará, visando a implementação de políticas públicas voltadas para a cultura e o fomento da cadeia de ópera na região amazônica. E nada melhor do que celebrar essa iniciativa com uma ópera tão significativa do próprio Festival de Ópera do Theatro da Paz”, pontuou.

Montagem paraense da ópera II Tabarro (Divulgação)

A ópera - A montagem paraense de Il Tabarro é a primeira do Il Trittico” (O Tríptico), de Giacomo Puccini, coleção que também é composta por “Suor Angelica” e “Gianni Schicchi”, ambas já montadas em edições anteriores do Festival de Ópera do Theatro da Paz. 
Il Tabarro significa “O Capote”, uma espécie de capa que o personagem “Michele”, dono do barco, usa e que acaba sendo o clímax da ópera porque algo vai acontecer dentro desse capote. A récita se passa na virada do século XX, em meados de 1900, e é uma história ambientada no cais, em um porto com estivadores. Il Tabarro é uma obra do período do Romantismo que tem como pano de fundo a Paris antiga.

De acordo com Nandressa Nuñes, diretora de produção do Festival de Ópera do Theatro da Paz, é a primeira vez que o drama de Puccini chega aos palcos do Teatro Amazonas com direção musical do maestro Marcelo de Jesus, direção cênica de Jena Vieira, figurino de Fernando Leite, cenografia de Carlos Dalarmelino Jr. montado pela cenógrafa do FAO, Giorgia Massetani, junto aos cenotécnicos e diretores de palco e a iluminação de Fábio Retti. 

“Estamos muito felizes e emocionados em ver uma ópera feita em 2019 pelo Festival de Ópera do Theatro da Paz, abrir a 24ª edição do Festival Amazonas de Ópera e efetivar de fato essa sólida parceria do Corredor Lírico do Norte”, declara Nandressa.

Palavras-chave

Cultura
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