Muito além de ensinar técnicas fotográficas, um minicurso gratuito que será realizado neste sábado (11), no Centro Cultural Banco da Amazônia, pretende estimular uma reflexão sobre as narrativas construídas a partir das imagens produzidas na região amazônica. Ministrada pela artista visual, pesquisadora, curadora e educadora paraense Evna Moura, a atividade propõe discutir como a fotografia pode contribuir para ampliar diferentes formas de representar a Amazônia contemporânea.
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Com o tema "Horizontes da Fotografia Amazônica Contemporânea: Da Prática à Curadoria", o encontro ocorrerá em dois momentos, das 10h às 12h e das 13h às 15h. A atividade faz parte da programação educativa da exposição “Trabalhadores", de Sebastião Salgado, em cartaz na Galeria 1 do Centro Cultural Banco da Amazônia, com coordenação da Maré Produções.
Voltado a fotógrafos, estudantes, artistas, pesquisadores e pessoas interessadas na fotografia, o minicurso será dividido em duas etapas. A primeira abordará aspectos históricos da fotografia na Amazônia, propondo uma leitura crítica das imagens produzidas sobre a região ao longo do tempo.
Segundo Evna Moura, esse momento busca contextualizar a construção dessas narrativas e ampliar a compreensão dos participantes sobre a história da fotografia no território amazônico.
Ela destaca que Belém abriga um marco importante dessa trajetória.
"Nós teremos um primeiro momento para observar e entender melhor esses contextos históricos. Muita gente não conhece, por exemplo, que o primeiro laboratório de fotografia do Brasil foi em Belém. A ideia é exercitar essa leitura de imagem entendendo o contexto histórico de cada coisa, para que a gente estabeleça um senso crítico", explica.
A artista afirma que o curso também propõe um diálogo com a exposição de Sebastião Salgado. Segundo ela, a intenção é apresentar diferentes perspectivas sobre a Amazônia a partir de quem vive e produz imagens no território.
"A obra de Sebastião Salgado possui uma importância histórica inegável, mas queremos confrontar esse 'olhar que visita' com o 'olhar que habita'", afirma.
Na segunda etapa, os participantes irão trabalhar com fotografias de autoria própria em um laboratório de curadoria. A proposta é desenvolver exercícios de seleção, edição e organização das imagens para compreender como uma narrativa visual é construída.
Para Evna, esse processo amplia a percepção sobre o papel da fotografia como linguagem e comunicação.
"Uma imagem pode, dependendo do contexto e da perspectiva, dizer coisas diferentes. A minha ideia é que a gente compreenda melhor essa leitura para construir uma consciência do que vamos produzir, entendendo melhor o que estamos comunicando através dos nossos trabalhos", destaca.
Para a atividade prática, os participantes deverão levar, preferencialmente, notebook ou tablet, além de 20 a 30 fotografias autorais em formato digital (JPEG ou TIFF), organizadas em uma pasta.
Também será necessário um cabo, leitor de cartão ou outro recurso para acessar os arquivos durante a oficina.
Serviço:
Horizontes da Fotografia Amazônica Contemporânea: Da Prática à Curadoria
- Data: sábado, 11 de julho;
- Horário: das 10h às 12h e das 13h às 15h;
- Vagas: 20 participantes;
- Inscrições: de 1º a 11 de julho, ou até o preenchimento das vagas.
- Formato: online pelo perfil @expotrabalhadores no Instagram
- Link: https://forms.gle/MwY4gvey4VNNdwZk6
- Local: Centro Cultural Banco da Amazônia