A microssérie vertical "E se?", criada e roteirizada por Ana Clara Paim e Angelo Maragno, estreia no dia 2 de novembro. A produção, dividida em sete episódios de menos de três minutos, acompanha Tereza, uma mulher que encontra o homem com quem sonhava na porta de sua casa, de braços dados com sua melhor amiga.
Ana e Angelo decidiram produzir o projeto a partir de um roteiro escrito pela atriz em 2021. "Sempre tivemos a vontade de criar algo juntos. Quando nos encontramos, a conexão foi imediata e, em dois dias, já estávamos gravando", afirma Angelo. “Eu disse que eu tinha um roteiro feito, onde o primeiro episódio poderia ser por si só um vídeo com início, meio e fim. Ele viu, gostou e dois dias depois já gravamos”, diz Ana.
Tereza sonha com um homem que nunca viu e, horas depois, o encontra na porta de casa, de braços dados com sua melhor amiga. Em sete episódios, a série acompanha uma única noite em São Paulo em que desejo, lealdade e culpa andarão lado a lado.
A exibição será em formato vertical, com o lançamento de três episódios por semana e a conclusão na terceira semana. "Desde 2019 eu faço conteúdos nesse estilo e, até por isso, o formato é uma demanda do meu público. Vídeos assim estão numa tendência crescente, porque permitem uma produção mais ágil e barata, além de serem ideais para os hábitos de consumo atuais, que são predominantemente via celular", explica Ana.
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A direção de fotografia é assinada por Angelo Maragno, e a obra conta com trilha sonora original desenvolvida pelos músicos Evando Sampaio e Panda, de Goiânia. "Optamos por um olhar mais cinematográfico, mesmo com orçamento limitado. Queremos que a estética e a tensão da trama ressoem com o público", declara Angelo.
Os personagens Tereza e Tadeu são definidos pelos criadores sem a divisão entre vilões e mocinhos. "Eles enfrentam dilemas reais e complexos", reflete Ana Clara Paim. A narrativa aborda temas como rivalidade feminina e dilemas emocionais.
Os criadores também registram as interações com o público. O retorno do primeiro episódio, produzido sem diálogos, gerou repercussão nas redes sociais. "É interessante ver como o público se identifica com o que retratamos", afirma Ana.
A ausência de falas no primeiro episódio ampliou o alcance do conteúdo para espectadores de outros países. “Esse primeiro episódio acabou chegando no mundo todo. Teve até comentário de idioma que eu nem sei qual é (risos). Tive que ver a tradução e tudo. Acredito que são inúmeras as histórias que poderiam ter acontecido, e esse “se” mexe muito com o imaginário das pessoas, de uma maneira geral. Querendo ou não, a série segue esse caminho”, comenta Ana.
Com publicações programadas para as segundas, quartas e sextas-feiras, a microssérie aborda temas como rejeição, solidão e relacionamentos mediados pela tecnologia.
“Acho que conseguimos tocar numa ferida muito forte nos dias de hoje que são os relacionamentos estarem mais frios, a famosa ‘pista salgada’, onde as pessoas não tem mais atitude. O primeiro episódio repercutiu muito esse ponto, que inclusive ficou nítido pela percepção nos comentários: tanto homens dizendo que se fizerem isso serão presos por abuso (o que reflete um medo sobre a abordagem e interpretação) quanto mulheres, que dizem que os homens não abordam, não tem atitude. Então foi interessante perceber essas duas visões sobre a situação”, complementa Angelo Maragno.
“Acredito que as relações contemporâneas sejam um prato cheio para o público que gosta dessa temática. Dentro dela, temos o dilema entre seguir ou não o desejo do seu coração ou ser a pior amiga do mundo, então como trataremos a rivalidade feminina é um tema que vou abordar na segunda temporada caso consigamos seguir. E algumas histórias de amor nasceram tortas mesmo, será que essa é uma delas?”, ressalta Ana.
Os idealizadores projetam a recepção deste primeiro trabalho em conjunto. "Esperamos que chegue a um público que valoriza boas histórias e que, quem sabe, inspire outros a se arriscarem a contar suas próprias histórias", conclui Angelo.

