J. Bosco apresenta 'O Diabo Tem as Costas Largas' na Feira Pan-Amazônica do Livro neste sábado, 05
A obra conta com prefácio do cronista carioca Carlos Eduardo Novaes e apresentação da jornalista paraense Regina Alves, ex-editora de O Liberal
O cartunista paraense J. Bosco vai autografar seu novo livro, "O Diabo Tem as Costas Largas – Cartuns Infernais", neste sábado (5), durante a Feira Pan-Amazônica do Livro, no Hangar Centro de Convenções, em Belém. A tarde de autógrafos ocorrerá das 17h às 19h, no estande dos Escritores e Escritoras Paraenses, mesa 3.
Esta é a sétima publicação na trajetória artística de Bosco, que atua há mais de quatro décadas na imprensa paraense. Com 62 páginas coloridas, a obra é resultado de aproximadamente dois anos de pesquisas e propõe uma reflexão sobre a tendência humana de atribuir ao Diabo a responsabilidade por suas próprias maldades.
Humor como espelho das contradições humanas
Segundo J. Bosco, “o livro é um projeto de dois anos de pesquisas, usando o diabo como a grande desculpa das mazelas e das falsidades humanas. Tudo que a humanidade se presta a fazer como maldade sempre procura jogar nas costas largas do pobre diabo. A pegada do livro é essa: humor para refletir e servir como um espelho para a gente se ver e pensar”.
Crítica social em imagens
Sem recorrer a balões, os cartuns de J. Bosco apostam na força das imagens para provocar o leitor. O resultado é uma abordagem bem-humorada, mas crítica, sobre temas como guerra, inveja, corrupção, mentira, gula, sexo, racismo, poluição e desmatamento.
O artista reforça que seus livros são temáticos e com “uma pitada polêmica”. “Nesse do diabo, você vai ver guerra, inveja, corrupção, sexo, mentira, gula, acordo de paz fracassado, racismo, poluição, desmatamento. É dar a crítica e trazer para o leitor as reflexões de forma lúdica e ‘engraçada’”, completa.
Processo criativo e apoio
A ideia de reunir trabalhos sobre o personagem Diabo surgiu há alguns anos. Embora alguns cartuns relacionados ao tema já tenham sido premiados em salões de humor nacionais e internacionais, Bosco não encontrou uma publicação dedicada exclusivamente ao assunto, o que o motivou a desenvolver a obra.
A obra conta com prefácio do cronista carioca Carlos Eduardo Novaes e apresentação da jornalista paraense Regina Alves, ex-editora de O Liberal. O projeto tem apoio do Grupo O Liberal, da TV Liberal e do Centro Cultural Banco da Amazônia.
Para J. Bosco, o humor gráfico mantém sua força por provocar reflexão. “O humor gráfico coloca o dedo nas feridas; críticas construtivas e humor debochado servem de alerta para se construir algo melhor, por isso ele continua perigoso”, destaca.
Serviço
- Data: 5 de setembro
- Horário: 17h às 19h
- Local: Feira Pan-Amazônica do Livro – Hangar Centro de Convenções, Belém
- Estande: Escritores e Escritoras Paraenses – mesa 3
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