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Eleição do Conselho Nacional de Política Cultural amplia participação da sociedade civil

Processo eleitoral para o CNPC e os 21 Colegiados Nacionais de Participação Social abre espaço para artistas, produtores, técnicos, mestres da cultura popular e representantes de diferentes segmentos culturais participarem da escolha de seus representantes

O Liberal
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O Brasil realiza, em 2026, o processo eleitoral para a representação da sociedade civil no Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) e nos 21 Colegiados Nacionais de Participação Social, que terão mandato de 2026 a 2029. No Pará, o Comitê de Cultura mobiliza artistas, produtores, técnicos e demais agentes culturais por meio da campanha Vota Cultura, com o objetivo de ampliar o acesso às informações e estimular a participação dos diferentes segmentos e territórios do estado.

A eleição representa uma oportunidade para que quem atua diretamente na cultura participe da escolha de representantes que levarão demandas, experiências e propostas dos diversos segmentos para os espaços nacionais de participação social. O CNPC integra o Sistema Nacional de Cultura e constitui um espaço de diálogo entre a sociedade civil e o poder público na discussão das políticas culturais brasileiras.

Para Aline Vieira, coordenadora de Comunicação e Ações de Formação do Comitê de Cultura do Pará, a principal importância do processo eleitoral está na possibilidade de ampliar a participação de quem produz cultura nos territórios. “O principal é entender que o Conselho é um espaço de participação social. Muitas vezes, quem faz cultura lá na ponta não sabe que pode participar dessas discussões. A eleição do Conselho Nacional de Política Cultural abre essa possibilidade de escolher pessoas do próprio setor, dos nossos segmentos, para estarem nesses espaços”, afirma.

Segundo Aline, a participação no Conselho não representa garantia de recebimento de recursos ou aprovação de projetos. O principal objetivo é assegurar representação da sociedade civil nos debates sobre as políticas culturais nacionais. “O que isso garante é, principalmente, representação e participação. Não significa que quem participar vai receber recurso ou ter projeto aprovado. É outra coisa. É ter pessoas da sociedade civil participando das discussões sobre as políticas culturais. Quando falamos de música, artesanato, cultura popular, povos indígenas, quilombolas, audiovisual, dança, teatro ou Cultura Viva, por exemplo, falamos de pessoas que conhecem essas realidades e podem levar essas questões para o debate nacional”, explica.

No Pará, a campanha Vota Cultura busca comunicar e traduzir as informações do processo eleitoral para uma linguagem mais simples e acessível. A iniciativa considera que parte dos agentes culturais encontra dificuldades para compreender editais e documentos institucionais, além das limitações de conectividade existentes em diferentes territórios.

“O Comitê tem esse papel de estar mais perto de quem faz cultura. O que estamos fazendo agora com a campanha Vota Cultura é justamente tentar fazer essa informação chegar de um jeito mais simples. Não adianta apenas dizer que o edital está publicado. Tem gente que não consegue compreender um edital inteiro, existem territórios com dificuldade de internet e há pessoas que nem sabem que existe um conselho nacional”, destaca Aline.

A comunicação contempla toda a comunidade cultural, desde artistas, produtores, técnicos, artesãos, músicos e profissionais do cinema, teatro, dança, circo e literatura até agentes dos Pontos de Cultura. A campanha também busca alcançar povos indígenas, comunidades quilombolas, ribeirinhos, povos tradicionais de matriz africana, comunidades tradicionais e agentes culturais das periferias.

“O mais importante é que a informação saia dos espaços institucionais e chegue onde a cultura realmente acontece. Se a pessoa não sabe que pode participar, ela já começa esse processo ficando de fora”, ressalta Aline.

O processo eleitoral contempla 21 Colegiados Nacionais de Participação Social, que abrangem áreas como música, teatro, dança, circo, audiovisual, artes visuais, artesanato, literatura, culturas indígenas, culturas quilombolas, culturas tradicionais e populares, culturas urbanas e periféricas, patrimônio, museus, arquivos, Economia Criativa e Cultura Viva. A estrutura busca garantir representação da diversidade cultural brasileira e aproximar as políticas nacionais das diferentes realidades existentes nos territórios.

No contexto amazônico, a eleição também representa uma oportunidade para ampliar a presença das demandas culturais da região nos espaços nacionais de participação social. Para o Pará, estado marcado pela diversidade de manifestações culturais, povos, comunidades e territórios, a comunicação sobre o processo eleitoral pode contribuir para que experiências e necessidades locais tenham representação no debate nacional.

As inscrições para pessoas eleitoras e candidatas ocorrem de 11 de agosto a 22 de setembro de 2026. A votação eletrônica está prevista para ocorrer de 11 a 15 de novembro, pela plataforma Vota Cultura, com autenticação por meio da conta gov.br. O resultado final está previsto para 2 de dezembro de 2026. O mandato dos representantes eleitos será de 2026 a 2029.

Agende-se

Inscrições: até 22 de setembro;
Votação: de 11 a 15 de novembro;
Resultado final: previsto para 2 de dezembro;
Participação: pela plataforma Vota Cultura, com autenticação pela conta gov.br.

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